Comissária europeia ouvida pela polícia em investigação a cargos fictícios

Antiga ministra francesa da Defesa e Forças Armadas foi ouvida no âmbito de uma investigação à criação de cargos fictícios para assistentes de eurodeputados.

A recém-nomeada Comissária Europeia para o Mercado Interno, Sylvie Goulard, foi esta terça-feira interrogada pelos autoridades francesas no âmbito de uma investigação à criação de cargos fictícios no partido francês MoDem - Mouvement démocrate.

A francesa - antiga ministra da Defesa e Forças Armadas e eurodeputada entre 2009 e 2017 - foi ouvida, esta terça-feira, por agentes da Autoridade Central para o Combate à Corrupção e a Crimes Financeiros e Económicos (OCLCIFF), como confirmou à agência Reuters fonte do próprio organismo. Tal como Goulard, também foram ouvidos vários colaboradores e antigos membros do MoDem, de François Bayrou.

Na última semana, Sylvie Goulard devolveu ao Parlamento Europeu a quantia de 45 mil euros, que tinham sido pagos ao seu antigo assistente, Stéphane Thérou, quando este já não trabalhava para a então eurodeputada.

De acordo com o Le Point , Goulard justificou a situação com o facto de, em 2014, querer concentrar-se nas atividades do Parlamento Europeu, dispensando assim a necessidade de ter um assistente. Ainda assim, em vez de deixar cair Thérou, a eurodeputada preferiu continuar a pagar-lhe enquanto este procurava um novo emprego, ressalvando que não sabe o que o seu ex-assistente fez durante esse perídodo.

Goulard diz também desconhecer se o antigo assistente continuou a trabalhar para o MoDem enquanto recebia salário do Parlamento Europeu. Thérou, braço direito de François Bayrou, tornou-se chefe de equipa do líder do MoDem em 2015.

Caso nasceu em 2017

Após a eleição de Emmanuel Macron, em 2017, Goulard foi nomeada ministra da Defesa e das Forças Armadas. Renunciou ao cargo menos de um mês depois da sua entrada, depois de ter sida aberta uma investigação à forma como o MoDem contratou assistentes parlamentares para o Parlamento Europeu.

A investigação ainda está em curso, mas Goulard não está a ser formalmente investigada, tendo negado qualquer infração.

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