Como uma mãe solteira inspirou a "obsessão" da Europa pela educação

A União Europeia vai atingir, este ano, um valor recorde no financiamento da educação em situações de emergência.

Com o aumento do número de refugiados e também de deslocados por catástrofes naturais, a União Europeia (UE) vai investir dez vezes mais, para apoiar as crianças em risco de não frequentar a escola.

O comissário europeu para a ajuda humanitária, Christos Stylianides, recorda que, em 2015, "o orçamento para a Educação em emergências era de apenas 1%. Agora, é dez vezes mais: 10%".

"Para mim, era realmente uma obsessão positiva, porque percebi no terreno a necessidade e a importância da educação, especialmente em situações de emergência", afirma o comissário.

Em 2019, serão investidos 164 milhões de euros, num sector que, diz Christos Styliniades, é "cronicamente o mais subfinanciado nas emergências".

O comissário europeu revela como tudo começou, num encontro com uma mãe solteira, no Vale de Beca, no Líbano.

Nos últimos quatro anos, o programa da UE ajudou a levar 6,5 milhões de crianças às aulas, em 55 países - desde o Iraque ao Afeganistão, passando pela Grécia, Turquia, Brasil ou Venezuela.

Para alertar para o problema, a UE acaba de lançar uma campanha nas redes sociais, pedindo aos jovens que tirem fotografias a segurar num lápis. A campanha #RaiseYourPencil decorre até Setembro.

Nesta entrevista à TSF, o comissário europeu, que tutela também a área da protecção civil, destaca ainda o novo mecanismo europeu RescUE. Em vigor desde Março, o programa nasceu "muito a pensar em Portugal e em todos os países do sul da Europa", admite Christos Stylianides. Depois dos incêndios de 2017, em Pedrógão Grande e na zona centro, a estrutura europeia foi criada para "lidarmos com as novas consequências das alterações climáticas. As mudanças no clima não são 'fake news', como diz a administração Trump", salienta o comissário europeu. "Estão a acontecer agora (...), e o RescUE é uma das melhores respostas" para as necessidades urgentes.

A TSF viajou a convite da Comissão Europeia.

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