Coreia do Norte recusa diálogo com EUA até terminarem exercícios militares

As negociações bilaterais estão paralisadas desde fevereiro, após o fracasso da segunda cimeira que juntou o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, no Vietname.

A Coreia do Norte disse não estar interessada em retomar as negociações sobre a desnuclearização com os Estados Unidos até que Washington ponha fim à "escalada das atividades militares hostis".

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, citado pela agência de notícias oficial norte-coreana KCNA, criticou igualmente a intenção de Washington de enviar caças F-35 para a região, e defendeu que tal pode, provavelmente, "desencadear uma nova 'guerra fria'".

"Mantemos a posição de resolver todos os problemas pacificamente por meio do diálogo e da negociação", mas "o diálogo, juntamente com ameaças militares, não nos interessa", acrescentou.

As negociações bilaterais estão paralisadas desde fevereiro, após o fracasso da segunda cimeira que juntou o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, no Vietname.

Os dois líderes encontraram-se novamente em junho, na fronteira da Zona Desmilitarizada, que separa as duas Coreias, desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53).

Nas últimas semanas, Pyongyang tem disparado vários mísseis de curto alcance como forma de protesto contra os atuais exercícios militares conjuntos que envolvem forças dos EUA e da Coreia do Sul.

O enviado especial dos EUA para a Coreia do Norte, Stephen Biegun, chegou a Seul na noite de terça-feira para uma visita de três dias.

Aproximadamente 30 mil militares norte-americanos estão destacados na Coreia do Sul.

Depois de, a 10 de agosto, ter divulgado o conteúdo de uma carta de Kim Jong-un, Donald Trump garantiu, na rede social Twitter, que o líder norte-coreano queria retomar as negociações após os exercícios militares conjuntos.

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