Desflorestação e incêndios na Amazónia vão ser investigados

O número de incêndios no Brasil cresceu 70% este ano. A Amazónia é a região mais afetada.

O Ministério Público brasileiro anunciou que vai investigar o aumento da desflorestação e os incêndios que estão a consumir a floresta amazónia, no Brasil.

Os procuradores federais querem determinar se houve também uma redução da monitorização e aplicação das medidas de proteção ambiental na região.

Organizações ambientais e especialistas culpam o Governo de Jair Bolsonaro pelo que se está a suceder na Amazónia. Vários focos de incêndios têm sido registados nas últimas semanas. Esta semana, uma densa coluna de fumo cobriu uma das maiores cidades brasileiras, São Paulo.

A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta. Tem cerca de cinco milhões e meio de quilómetros quadrados e inclui territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (território pertencente à França).

O número de incêndios no Brasil cresceu 70% este ano, em comparação com período homólogo de 2018, tendo o país registado 66,9 mil focos até ao passado domingo, com a Amazónia a ser o bioma (conjunto de ecossistemas) mais afetado.

Dados do sistema de monitorização por satélite chamado Deter, que é mantido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais brasileiro (Inpe) indicam que em julho a desflorestação da Amazónia aumentou 278% em relação ao mesmo mês do ano passado.

O Inpe é o organismo do Governo brasileiro que monitoriza os dados sobre a desflorestação e queimadas no país.

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