UNITA: discurso de João Lourenço com "mais declarações de intenções"

Franco Marcolino Nhani sublinhou que as políticas do Governo do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) não estão a ter impacto na vida real dos cidadãos.

O secretário-geral da UNITA considerou este sábado à agência Lusa, em Luanda, que a intervenção do presidente do MPLA na abertura do 7.º Congresso Extraordinário do partido no poder constitui "mais um conjunto de declarações de intenções".

Questionado no final da sessão de abertura do congresso, que arrancou com a intervenção de João Lourenço (também Presidente de Angola), Franco Marcolino Nhani sublinhou que as políticas do Governo do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) não estão a ter impacto na vida real dos cidadãos.

"Entendemos que o que ouvimos foi um conjunto de declarações de intenções e esperamos que, de facto, saiam deste conclave políticas e medidas que tenham um impacto na vida real das populações", disse Nhani, presente no conclave a convite do MPLA.

Instado pela Lusa a ser mais específico, o secretário-geral da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, a maior força da oposição angolana) exemplificou com o anúncio feito, este sábado, do adiamento, para outubro, da entrada em vigor do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), que era suposto ser introduzido no país em 01 de julho próximo.

"Devo aqui dar já um indicador de que o reiterado anúncio do IVA é de facto uma medida que penso que se vai juntar a outras que têm um impacto negativo na vida real das populações. O nosso povo tem imensos problemas, como o desemprego e a pobreza", lamentou.

"Temos de fazer qualquer coisa para reforçar a nossa economia, para colocarmos o nosso país no rumo do desenvolvimento. Mas, por favor, que se vá buscar o dinheiro fora, que se repatriem os capitais e não mais uma vez se vá ao bolso dos cidadãos e dos empresários para retirar o pouco que têm", acrescentou Nhani.

Para o dirigente da UNITA, as medidas em causa, em vez de ajudarem a resolver os problemas da população, "só os agravam".

"Quanto ao congresso, espero que o façam dentro dos princípios democráticos para que, de facto, possam beneficiar a convivência sadia entre os partidos políticos", concluiu o secretário-geral da UNITA.

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