Filho de Bolsonaro acusado de liderar organização criminosa

Flávio Bolsonaro terá cometido crimes de lavagem de dinheiro e peculato.

Tudo começou ainda em dezembro de 2018 quando o órgão de controlo de transações financeiras no Brasil, o COAF, descobriu que Fabrício Queiroz, um ex-polícia que assessorava Flávio Bolsonaro enquanto deputado estadual do Rio de Janeiro, movimentara quantias incompatíveis com o seu salário.

O COAF avisou o Ministério Público que quebrou então o sigilo bancário de 94 funcionários legislativos do Rio.

Foi com base nesses dados que os promotores acusam, esta quinta-feira, o senador da República e filho mais velho de Jair Bolsonaro de liderança de uma organização criminosa estável, desde 2007, e de lavagem de dinheiro e de peculato.

Em resumo, Flávio empregava dezenas de assessores que concordavam em transferir a maior parte dos seus salários para o filho do presidente.

Em paralelo, Flávio investiu 9,4 milhões de reais na compra de 19 salas e apartamentos na Zona Sul e na Barra da Tijuca, regiões nobres no Rio, entre 2010 e 2017, quando ocupava o cargo de deputado.

De acordo com os promotores, há indícios de que Flávio lucrou mais de 3 milhões de reais com as negociações.

A suposta fraude teria ocorrido para, diz o ministério público, "simular ganhos de capital fictícios que encobririam o enriquecimento ilícito decorrente dos desvios de recursos" enquanto deputado.

Os advogados de Flávio e do seu assessor negam.

Em Dallas, nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro disse "querem me atingir, querem atingir o meu governo, venham para cima de mim". E acusou ainda os investigadores de estarem a "esculachar", isto é, a humilhar o seu filho.

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