Governo brasileiro destina 207 mil euros para Museu Nacional destruído por incêndio

Verba será entregue à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e será destinado ao projeto executivo e não às obras.

O Ministério da Educação brasileiro anunciou hoje que irá destinar perto de 910 mil reais (207 mil euros) para o projeto da fachada e telhado do Museu Nacional do Rio de Janeiro, destruído por um incêndio em setembro passado.

A verba será entregue à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), responsável pela administração do Museu, que perdeu praticamente todo o seu património histórico, científico e cultural na sequência do incêndio.

"Entendemos a necessidade de resgatar parte da nossa história que, lamentavelmente, foi perdida naquele incêndio. Conseguimos remanejar [mudar] o orçamento, que não está dentro da parcela que sofreu contingências, para a continuidade da recuperação do Museu", afirmou o secretário de Educação Superior, Arnaldo Lima, citado na página da internet da tutela.

A verba será entregue à UFRJ numa única parcela, e será destinada apenas para o projeto executivo, e não para as obras em si.

"Com os 908.800 reais [207 mil euros] que serão entregues nesta semana, o Ministério da Educação contabiliza a transferência de mais de 11 milhões de reais [2,5 milhões de euros] diretamente para a UFRJ, para as ações de emergência no Museu Nacional, desde o ano passado", declarou a pasta da Educação.

O montante designado em 2018 foi destinado para aquisição de espaços físicos onde são realizadas as atividades administrativas e laboratoriais de análise do acervo que restou após o incêndio.

O Museu Nacional do Rio de Janeiro perdeu praticamente todo o seu património histórico, científico e cultural na sequência do incêndio, que teve origem num aparelho de ar condicionado, em setembro do ano passado.

Fundado pelo rei D. João VI, de Portugal, era o espaço museológico mais antigo e um dos mais importantes do Brasil.

Entre as peças do acervo estavam a coleção egípcia, que começou a ser adquirida pelo imperador Pedro I, e o mais antigo fóssil humano encontrado no país, batizado de "Luzia", com cerca de 11.000 anos.

Entre os milhões de peças que retratavam os 200 anos de história brasileira estavam, igualmente, um diário da imperatriz Leopoldina e um trono do Reino de Daomé, dado em 1811 ao príncipe regente português João VI.

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