Preço do petróleo subiu 4% depois de ataque a petroleiros em Omã

Uma empresa de inteligência marítima identificou, de modo preliminar, uma das embarcações como sendo o "MT Front Altair", um petroleiro com bandeira das Ilhas Marshall.

Um grupo britânico de segurança marítima alertou esta quinta-feira para um incidente não especificado no golfo de Omã, e pediu "extrema cautela" para evitar tensões entre Washington e Teerão perante a visita do primeiro-ministro japonês ao Irão.

Segundo a Associated Press, a comunicação social iraniana indicou, sem mostrar provas, que houve uma explosão na área que atingiu dois petroleiros, perto do estreito de Ormuz. A Marinha dos Estados Unidos da América reportou que pelo menos um se encontra em chamas. O incidente já causou uma subida dos barris de petróleo em 4,45%.

O grupo de operações marítimas do Reino Unido, administrado pela Marinha Britânica, deu o alerta, mas indicou apenas que estaria a investigar o caso.

Um porta-voz da Marinha, Joshua Frei, indicou que o seu comando estava "ciente" de um incidente relatado na área, mas sem especificar. "Estamos a trabalhar para obter detalhes", acrescentou à Associated Press.

De acordo com as agências internacionais de notícias, a Marinha dos Estados Unidos afirma que está a prestar assistência a petroleiros que terão sido "atacados".

"Fomos informados de um ataque contra petroleiros no golfo de Omã. As forças navais norte-americanas na região receberam duas chamas de socorro distintas", afirmou em comunicado o comandante Josh Frei, porta-voz da 5.ª Frota da Marinha, responsável por zelar pelos interesses dos Estados Unidos nas águas da região.

Uma empresa de inteligência marítima identificou, de modo preliminar, uma das embarcações como sendo o "MT Front Altair", um petroleiro com bandeira das Ilhas Marshall.

O navio está "em chamas e à deriva", acrescentou a empresa Dyrad Global, citada pela Associated Press, mas sem indicar a causa do incidente ou mencionar um segundo petroleiro.

Segundo a Associated Press, a empresa que opera um dos dois petroleiro afirma que uma explosão causou um incêndio a bordo. Outra empresa de navegação identificou o segundo navio atingido e disse que 21 marinheiros foram retirados da embarcação, com um deles a apresentar ferimentos ligeiros.

As autoridades dos Emirados recusaram-se para já a comentar a situação.

As coordenadas fornecidas sobre o incidente pelo grupo do Reino Unido situam-se a cerca de 45 quilómetros da costa iraniana.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, iniciou na quarta-feira uma visita de dois dias ao Irão, numa altura em que Teerão e Washington assistem a uma escalada de tensão política e militar, o que torna o tema um dos pontos centrais das conversas que tem desenvolvido com Hassan Rohani.

A visita de Abe é a primeira de um chefe de Governo japonês desde a revolução islâmica de 1979 e a primeira de um líder de um país do G7 desde que o Presidente norte-americano, Donald Trump, se retirou do acordo nuclear.

O Japão é um importante aliado dos Estados Unidos da América e tem um histórico de relações comerciais com o Irão muito profundo, o que torna este país um potencial mediador do conflito entre aqueles dois países.

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