Holanda teve responsabilidade "muito limitada" no massacre de Srebrenica na Bósnia

O Supremo Tribunal holandês estimou que era reduzida a probabilidade de que aqueles homens e rapazes muçulmanos estariam seguros se tivessem conseguido permanecer no enclave.

O Supremo Tribunal da Holanda considerou esta sexta-feira que o Estado holandês teve uma responsabilidade "muito limitada" nas mortes das centenas de muçulmanos bósnios no massacre de Srebrenica em 1995, na Bósnia, numa área protegida pelos capacetes azuis holandeses.

A mais alta instância jurídica do país reduziu a responsabilidade do Estado em relação à decisão do Tribunal de Recurso em 2014, que o considerou parcialmente responsável pelas mortes no enclave de Srebrenica, na fronteira com a Sérvia, então colocada sob a proteção das Nações Unidas (ONU).

"O Estado holandês tem uma responsabilidade muito limitada no caso trazido pelas Mães de Srebrenica. Essa responsabilidade é limitada a 10% dos danos sofridos pelos familiares de cerca de 350 vítimas", indicou o Tribunal durante a audiência.

O Supremo Tribunal holandês estimou que era reduzida a probabilidade de que aqueles homens e rapazes muçulmanos estariam seguros se tivessem conseguido permanecer no enclave.

Em 2017, o Tribunal de Recurso tinha considerado essa probabilidade em 30%.

Mais de 8.000 homens e rapazes foram mortos por unidades do exército bósnio da Sérvia dentro e nos arredores do enclave protegido pela ONU em julho de 1995.

Embora o massacre tenha sido considerado como genocídio pelos tribunais internacionais, as autoridades sérvias e bósnias ainda negam que esse tipo de crime tenha acontecido.

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