Sequestrador abatido no Rio de Janeiro. Arma era um brinquedo

Autocarro atravessava a Ponte Rio-Niterói, no Rio de Janeiro, quando foi abordado por um homem armado. O sequestrador desceu do autocarro, foi baleado por um atirador de elite e morreu.

Um homem armado fez pelo menos 22 reféns num autocarro que atravessava, esta terça-feira, a Ponte Rio-Niterói, no Rio de Janeiro, imobilizando a viatura no tabuleiro da travessia, anunciaram as autoridades. Seis pessoas (quatro mulheres e dois homens) foram, entretanto, libertadas.

De acordo com o G1, o sequestrador desceu do autocarro, foi baleado por um atirador de elite e morreu. A arma do sequestrador era um brinquedo.

O incidente ocorreu às 5h55 locais (9h55 em Lisboa) e o assaltante ter-se-á apresentado como elemento da polícia militar quando ordenou a paragem do autocarro, que seguia no sentido Niterói - Rio de Janeiro.

Segundo vários meios de comunicação brasileiros, não existem ainda muitas informações sobre o caso, mas a Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar estão no local, sendo desconhecida a motivação do sequestrador.

"Temos um homem que se identificou como policial militar. Ele parou o ônibus [autocarro] da Galo Branco na Ponte Rio-Niterói" e ameaça despejar "gasolina no ônibus, colocando os passageiros em perigo. Estamos em negociação com ele para liberar mais reféns, não sabemos qual o real propósito dele", explicou Sheila Sena, porta-voz da Polícia Rodoviária Federal, citada por vários 'media' brasileiros.

No local, estão negociadores do Batalhão de Operações Especiais (Bope), segundo Mauro Fliess, porta-voz da Polícia Militar.

"A nossa principal missão é tirar os reféns de dentro do veículo", disse Mauro Fliess.

O sequestrador, que aparenta ser um homem jovem, usava uma touca a tapar-lhe o rosto, uma camisa branca e calças pretas.

O caso está também a provocar um grande constrangimento de trânsito naquele que é um dos principais acessos da cidade brasileira, sobre a baía de Guanabara, que tem já vários problemas de mobilidade. Há, por esta altura, cerca de 70 quilómetros de fila de trânsito.

A Viação Galo Branco não se pronunciar, para já, sobre o incidente.

Entre janeiro e abril deste ano, registou-se um assalto a cada 30 minutos na cidade do Rio de Janeiro (um aumento de 40%, em relação a 2018).

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