Islândia: um país como não existe mais nenhum

A Islândia, um país no qual metade do parlamento é composto por mulheres e 90% da energia consumida é renovável, comemora esta segunda-feira 75 anos de independência.

Os islandeses são o povo que transformou uma Ilha vulcânica, de paisagem lunar, árida, inóspita e ventosa, num dos países mais ricos e desenvolvidos do mundo, com uma sociedade de bem-estar altamente igualitária e inovadora. Metade do parlamento é composto por mulheres e 90% da energia consumida é renovável.

Face à súbita crise que levou o país à bancarrota em 2008, o Estado deixou os maiores bancos irem à falência, suspendeu os pagamentos da dívida externa, e desvalorizou fortemente a moeda. Apuradas responsabilidades, o Estado pôs 140 banqueiros e governantes na cadeia e confiscou-lhe todos os bens.

O colapso da moeda tornou a Islândia num país acessível para férias e número de turistas disparou de 400 mil antes da crise, para mais dois milhões e meio no ano passado. Era mais ou menos como Portugal passar dos turistas que tem agora, para 80 milhões por ano. O desemprego é hoje de 3%, e a Islândia está prestes a pagar todas as dívidas que tinha ao estrangeiro. E um pormenor curioso, a maior parte dos jovens começa a trabalhar a par dos estudos aos 13 ou 14 anos de idade, normalmente nos supermercados e cafés.

A pequena Islândia é também o primeiro país do mundo que teve uma greve geral de mulheres que incluiu a lida da casa, o primeiro partido inteiramente composto por mulheres, licenças de parto iguais para o pai e para a mãe, e leis que proíbem salários mais baixos para mulheres por trabalho igual. Todas as povoações com mais de 200 habitantes têm posto médico, farmácia, infantário, escola, supermercado, bomba de gasolina, e multibanco. O estado cobra uma taxa única de 23% de impostos para toda a gente e 18% para as empresas, só escapando as ovelhas...que na Islândia são mais do que as pessoas.

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