Istambul repete eleições num espaço de três meses

Nas eleições de 31 de março, Imamoglu venceu com uma margem mínima de 13 mil votos, num universo de 10 milhões e meio de eleitores. As sondagens apontam agora para uma vantagem mais reforçada.

A cidade de Istambul, na Turquia, vai a votos este domingo. Mais de 10 milhões de eleitores escolhem os representantes municipais pela segunda vez no espaço de três meses.

A Comissão Eleitoral ordenou a repetição das eleições após um protesto apresentado pelo partido do Presidente turco, Tayp Erdogan. As sondagens apontam para a possibilidade de o candidato da oposição sair destas novas eleições com uma vantagem ainda mais reforçada.

"Vai ficar tudo bem" é o slogan do candidato da oposição, Ekrem Imamoglu, que se tornou viral e que é, no fundo, uma mensagem de tranquilidade aos seus apoiantes, depois da decisão da comissão eleitoral de repetir as votações em Istambul. As eleições para um município estão a receber uma atenção que pode parecer desproporcional num país com 80 milhões de pessoas.

As eleições estão a receber uma leitura nacional, já que está em causa um centro de poder que movimenta capitais consideráveis para o país. Can Selcuki, diretor-geral da Istanbul Economic Research, explicou à TSF que esta decisão pode ter um impacto maior do que o previsível: "É onde a carreira política de Erdogan começou. Nas eleições de 1994, ele tornou-se o presidente da câmara de Istambul, que abriu depois caminho à sua ascensão a primeiro-ministro e a Presidente - e a 17 anos de uma série de vitórias ininterruptas."

Istambul representa 18% da população turca e uma fatia significativa do Produto Interno Bruto, o que torna a cidade responsável por um orçamento pesado nos interesses nacionais.

Nas eleições de 31 de março, Imamoglu venceu com uma margem mínima de 13 mil votos, num universo potencial de 10 milhões e meio de eleitores. As sondagens apontam agora para uma vantagem mais reforçada.
As razões, segundo o analista, serão muito menos de ordem racional do que emotiva, devido ao sentimento de injustiça que Imamoglu parece ter captado junto dos eleitores.

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