Lula na Cadeia. Os 500 dias de cárcere do ex-Presidente brasileiro

O antigo líder do Brasil mantém a esperança de ver o seu nome limpo antes de ser libertado. E são muitos aqueles que continuam a apoiá-lo.

Passaram 500 dias desde o dia em que Lula da Silva foi levado do sindicato dos metalúrgicos, nos arredores de São Paulo, para Curitiba, onde cumpre pena por corrupção devido à posse de um apartamento tríplex numa estância balnear do estado de São Paulo.

De facto, depois de ter sofrido derrotas consecutivas na justiça e de ter sofrido com a notícia das mortes de um irmão e de um neto nestes 500 dias, Lula vive agora o seu melhor momento político desde que foi preso. A "Vaza Jato", conjunto de reportagens do site The Intercept Brasil com base na troca de mensagens entre o juiz Sérgio Moro e a acusação, indicia ter havido conluio na condenação do antigo presidente, a tese que o próprio defendia há muito tempo.

Uma tese que pode levar até, no limite, à anulação da sentença. É nisso que Lula aposta, segundo afirma nas entrevistas que foi, entretanto, autorizado a dar.

Lula da Silva sublinha que não quer sair da cadeia antes do tempo - pela dedução de pena poderia ir para prisão domiciliar já em setembro - porque só quer ser libertado depois de assumido que foi injustificadamente condenado.

Para assinalar estes 500 dias de prisão de Lula, a Frente Brasil Popular, um movimento de esquerda que apoia o antigo presidente, vai organizar manifestações a protestar contra essa prisão.

Em comunicado, a Frente afirma que "500 dias é um número que machuca e ofende. Mas que chama para a resistência".

Segundo a nota, "das denúncias da "Vaza Jato", às visitas de líderes e escritores internacionais que Lula recebe no seu cárcere, a sociedade civil reage e "a prisão torna-se a cada dia mais absurda".

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