Navio Open Arms deverá desembarcar no porto de Maiorca

O navio, lotado com migrantes resgatados no Mediterrâneo, está há mais de duas semanas ao largo da ilha italiana de Lampedusa, onde o Governo italiano recusou dar autorização para o seu desembarque.

O Governo espanhol nega ter chegado a um acordo com Itália para que os migrantes a bordo do Open Arms desembarquem no porto de Maiorca, mas reitera que o navio humanitário está autorizado a atracar no porto espanhol que lhe estiver mais próximo.

Esta manhã, os responsáveis do navio humanitário Open Arms afirmaram que Espanha e Itália teriam chegado a um acordo para que os migrantes desembarcassem no porto da ilha de Maiorca, pertencente a território espanhol.

Os responsáveis do navio classificam, no entanto, a decisão como "incompreensível" face à situação vivida a bordo, uma vez que o navio se encontra tão próximo do porto de Lampedusa e que a deslocação até ao porto de Maiorca implicará mais três dias de viagem.

"É essencial que estes países assumam a responsabilidade de garantir os meios necessários para que estas pessoas desembarquem em porto seguro", defenderam.

Este domingo, o Governo de Espanha tinha oferecido ofereceu à organização não-governamental (ONG) Open Arms a possibilidade de o navio atracar no porto de Palma de Maiorca ou no de Maó, em Menorca, segundo fontes governamentais.

A vice-presidente do Governo, Carmen Calvo, telefonara à presidente da governo regional das Ilhas Baleares, Francina Armengol, para propor que um desses dois portos acolha a Open Arms, uma proposta com a qual o presidente das ilhas concordou.

O Governo espanhol ofereceu assim à Open Arms o porto mais próximo que encontra na sua rota para a Espanha como uma alternativa ao de Algeciras, que tinha oferecido inicialmente e que a ONG rejeitou devido ao afastamento e ao estado dos migrantes resgatados que permanecem a bordo.

Uma porta-voz da Open Arms afirmou que, dada a "situação insustentável" a bordo, onde mais de cem migrantes esperam por desembarcar há 17 dias, a ONG prefere não navegar até Algeciras, como propôs inicialmente Espanha, uma viagem que duraria demasiado tempo.

"Há ansiedade, episódios de violência, o controlo da situação é cada vez mais difícil. Iniciar uma viagem de seis dias com estas pessoas a bordo, que estão no limite das suas possibilidades, seria uma loucura. Não podemos pôr a saúde e a vida delas em risco", disse.

Notícia atualizada às 10h40

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