"Números perturbadores": 770 mil pessoas morreram devido ao VIH no ano passado

Apesar dos progressos no combate à doença, o número de mortes por VIH/Sida não está a diminuir tanto como o desejado.

O alerta é da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), com base nos últimos dados das Nações Unidas, que indicam que 770 mil pessoas morreram em 2018 devido ao VIH - o que representa apenas menos 30 mil mortes do registado em 2017.

São "números perturbadores", lamenta a MSF num comunicado enviado às redações.

"O uso atempado de ferramentas eficazes de diagnóstico e de medicamentos para tratar o VIH/Sida pode prevenir a maioria das mortes e, mesmo assim, o número anual de mortes ligadas à Sida tem baixado apenas de forma mínima desde 2014."

É necessária uma consciencialização global da necessidade de ação urgente e esforços concentrados no estado avançado do vírus da imunodeficiência humana e Sida, alerta ainda a associação.

Nos hospitais apoiados pela MSF em países como a República Democrática do Congo, Guiné ou Mali, muitas mortes ocorrem menos de 48 horas após a admissão.

Isto porque quando chegam ao hospital as pessoas com o vírus da imunodeficiência humana já estão gravemente doentes, muitas vezes contaminadas com infeções oportunistas, como tuberculose, meningite criptocócica ou sarcoma de Kaposi.

Os números do balanço UNAIDS Global Aids Update 2019 revelam, pela positiva, que há mais dois milhões de pessoas a fazer terapia antiretroviral. Mas a MSF recusa "celebrar ou falar em sucesso quando centenas de milhares continuam a morrer."

Em 2016, as Nações Unidas assumiram o objetivo de cortar em 50% as mortes por Sida em 2020, para menos de 500 mil por ano. Muito terá de ser feito para alcançar esse objetivo.

"Governos, ministérios da Saúde, agências internacionais, doadores e organizações parceiras têm de aumentar os esforços para reduzir a mortalidade das pessoas que vivem com o vírus da imunodeficiência humana", apela a MSF.

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