OMS decreta estado de emergência internacional devido ao Ébola no Congo

O surto da doença já provocou mais de 1600 mortos no país africano. As autoridades de saúde estão preocupadas com a expansão do vírus.

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou esta quarta-feira o estado de Emergência Internacional na República Democrática do Congo (RDCongo) depois da reunião do Comité de Emergência para avaliar a evolução da epidemia do Ébola.

A notícia foi divulgada através da conta de Twitter da organização e aponta as preocupações com a expansão geográfica da doença como fundamento para esta decisão.

A decisão foi tomada depois de se confirmar que a doença já tinha chegado a Goma, a cidade mais povoada e estratégica de todas as afetadas até agora, e que está a 20 quilómetros da fronteira com o Ruanda, o que aumenta o risco de uma propagação da epidemia.

O comité tem a missão de fazer uma recomendação formal ao diretor-geral da OMS, se é para manter o nível de alerta atual ou se será para elevá-lo, declarando emergência sanitária internacional, face à crise do Ébola, que já provocou 1.676 mortos, registando 12 novos casos a cada dia.

Este surto, o segundo mais mortífero na história, é apenas ultrapassado pela epidemia que entre 2014 e 2016 atingiu a África Ocidental e que matou mais de 11.300 pessoas.

Direção-Geral da Saúde tranquila

Em declarações à TSF, a diretora-geral da Saúde Graça Freitas deixou uma mensagem de tranquilidade, assegurando que Portugal tem "um plano de contingência para as febres hemorrágicas, incluindo para o Ébola".

Assim, sempre que há epidemias - e "independentemente da OMS decretar ou não o estado de emergência" - esse plano é "ativado, testado" e analisado quanto à sua atualidade.

No caso português, o risco é praticamente nulo, sendo que as viagens para o Congo são desaconselhados. Ainda assim, caso alguém tenha mesmo de viajar para zonas de epidemia, deve ser muito cauteloso.

"Devem permanecer o menos possível em algumas áreas - sobretudo as rurais -, manter-se nas cidades e hóteis - sítios seguros - e não ter contacto com doentes", sublinha Graça Freitas. Antes da viagem, sublinha, deve ser realizada a consulta do viajante.

Graça Freitas explica que a doença "só se transmite através de fluídos, sangue ou secreções" e que a zona do Congo é "muito recôndita em relação a viagens aéreas". Neste âmbito, as companhias aéreas têm mesmo "mecanismos de controlo de passageiros que possam estar com indícios da doença".

"Há um risco baixo desde logo pela zona onde a doença está a correr, depois pela forma como se transmite", salienta.

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