Rutura de barragem leva outro munícipio brasileiro a decretar estado de emergência

As aulas na rede pública municipal foram suspensas por tempo indeterminado.

A prefeitura de Coronel João Sá, um dos municípios brasileiros mais afetados pela rutura de uma barragem, na quinta-feira, na região da Baía, decretou esta sexta-feira o estado de emergência e calamidade pública.

"Considerando as chuvas na região que ocasionou o rompimento da barragem conhecida como "Barragem do Quati", situada no município de Pedro Alexandre, e que o município de Coronel João Sá encontra-se no caminho das águas oriundas da barragem (...) é declarada situação de emergência e calamidade pública no município", diz o documento publicado no Diário Oficial daquela cidade, assinado pelo prefeito Carlinhos Sobral.

As aulas na rede pública municipal foram suspensas por tempo indeterminado e foi autorizada a "mobilização de todos os órgãos municipais para atuarem em resposta ao desastre", sob a coordenação do Departamento Municipal de Defesa Civil.

Antes da gestão de Coronel João de Sá ter decretado estado de emergência e calamidade pública, já na quinta-feira o município vizinho de Pedro Alexandre também o tinha feito.

Ao final da manhã de quinta-feira, uma barragem teve uma rutura na localidade de Quati, na cidade de Pedro Alexandre, no Estado nordestino da Baía, porém, o município vizinho de Coronel João de Sá foi fortemente afetado pela corrente de água, que obrigou à retirada de moradores das suas casas.

De acordo com a Defesa Civil, as fortes chuvas que caem naquela região contribuíram para o rompimento da estrutura.

O prefeito de Coronel João Sá, Carlinhos Sobral, afirmou que parte da sua cidade, que fica nas margens do Rio do Peixe, está inundada e que só esta sexta-feira as águas começaram a baixar.

O governante declarou à imprensa local que 500 famílias estão desabrigadas e que estão a ser atendidas no ginásio local.

"Felizmente não foi registado nenhum caso de morte. Algumas pessoas tiveram ferimentos ligeiros", disse Carlinhos Sobral à Agência Brasil.

No entanto, e apesar de não se terem registado perdas humanas, o prefeito frisou que precisa de ajuda, pois a força da chuva e lama danificou pontes, estradas e algumas residências.

A cidade de Coronel João de Sá, localizada a cerca de 450 quilómetros de Salvador, capital do estado da Baía, e a 30 quilómetros da barragem que cedeu, disponibilizou várias escolas para abrigar os moradores.

A maior preocupação da gestão de Coronel João Sá é com as cerca de 120 famílias que moram nas margens do Rio do Peixe, que atravessa a região. A água que vazou da barragem segue o curso do rio.

A barragem em causa transbordou por volta das 06h00 locais de quinta-feira (10h00 em Lisboa), mas a estrutura só cedeu horas mais tarde, pelas 11h00 locais (15h00 em Lisboa), o que, segundo Carlinhos Sobral, deu tempo para que as autoridades pudessem alertar a população e evitar danos maiores.

O governante anunciou ainda que equipas do Exército e do Corpo de Bombeiros já se encontram na região a verificar as áreas atingidas.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem registados 16.695 moradores no município de Pedro Alexandre. Já Coronel João Sá tem uma população de 17.066 pessoas.

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