Sánchez reúne-se com os líderes da oposição entre ameaças de repetição de eleições

O Podemos exige um governo de coligação para viabilizar a investidura de Sánchez e o PSOE ameaça voltar às urnas se não conseguir os apoios suficientes.

Esta terça-feira Pedro Sánchez reúne-se com os líderes dos três principais partidos da oposição para negociar os possíveis acordos de governo e Pablo Iglesias já deixou o aviso: se o PSOE quer o apoio do Podemos para a investidura de Sánchez tem de estar disposto a ceder ministérios.

"Nós não vamos exigir ministérios de Estado. O que nos interessa e o que entendo que nos corresponde, com o peso que temos, são pastas relacionadas com os direitos sociais. Estou convencido que mais cedo ou mais tarde vamos chegar a acordo sobre um governo de coligação de forças progressistas", disse Iglesias em declarações aos meios de comunicação.

No dia em que Sánchez retoma a ronda de contactos, já depois de que o Rei Felipe VI o tenha indigitado para formar Governo, Iglesias passa ao ataque e diz não estar disposto a ceder os votos dos seus 42 deputados de forma gratuita: "Com o número de deputados que temos, sabemos que não podemos impor o nosso programa completo, mas algumas coisas sim, e isso foi o que dissemos ao PSOE há já algumas semanas".

Em resposta, o secretário de organização do PSOE, José Luis Ábalos, repetiu que no horizonte socialista não está um governo de coligação. Ábalos voltou a frisar que o PSOE quer governar sozinho, sem depender dos partidos nacionalistas e independentistas catalães, e apelou à responsabilidade dos partidos para evitar uma situação de bloqueio político que pode levar mesmo à repetição de eleições. "É importante que os espanhóis saibam que partidos estão dispostos a sentar-se à mesa de diálogo com uma atitude construtiva e que partidos estão dispostos a cair na tentação de dar um pontapé na estabilidade de Espanha. E é importante porque a alternativa a uma investidura viável é a repetição de eleições", declarou.

Nos últimos dias fizeram-se ouvir algumas vozes dentro do Partido Popular a favor de uma abstenção que facilite a investidura do PSOE mas o secretário-geral do PP, Teodoro Garcia Egea já desmentiu essa possibilidade de maneira taxativa. "O Partido Popular é o líder da oposição e quem tomará as rédeas do país quando o Partido Socialista perca as eleições e será o partido do Governo. O Partido Popular não só não vai facilitar a investidura de Sánchez como vai dificultar a investidura de Sánchez", explicou.

Por parte do Ciudadanos, Albert Rivera voltará a dizer a Sánchez que não conte nem com os seus votos nem com a sua abstenção no Congresso dos Deputados.

A primeira votação da investidura de Sánchez no Congresso está programa da para as primeiras semanas de julho. As negociações para os governos de câmaras municipais e comunidades autónomas, que devem ser constituídos até dia 24 deste mês, têm roubado o protagonismo das negociações a nível nacional e podem condicionar os futuros pactos. Por agora, nenhum partido quer ceder e é de esperar que só depois da formação dos governos locais se possam ter mais pistas sobre o que vai acontecer a nível nacional.

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