Seis estudantes feridos em ataque com machado numa escola brasileira

A Polícia Militar informou ter capturado o suspeito do crime. A escola cancelou as aulas durante esta quarta e quinta-feira.

Seis estudantes ficaram feridos, esta quarta-feira, ao serem atacados por um jovem com um machado, dentro de uma escola em Charqueadas, município localizado em Porto Alegre, no sul do Brasil, informaram fontes oficiais.

Informações preliminares das autoridades brasileiras indicam que o jovem atacante de 17 anos entrou no Instituto Estadual de Educação Assis Chateaubriand na tarde de quarta-feira e tentou atear fogo a uma sala de aula, tendo atacado com um machado os alunos que fugiam do recinto, até que acabou desarmado por um professor, momento em que escapou.

Segundo o Hospital das Charqueadas, as seis vítimas - quatro meninas e os dois meninos -, com idades entre os 12 e 14 anos, tiveram alta.

"Todos os estudantes apresentaram ferimentos superficiais e nenhum precisou de cirurgia", confirmou o hospital em comunicado.

Os alunos que testemunharam o ataque na escola disseram à imprensa local que um professor conseguiu tirar o machado das mãos do agressor, mas o jovem conseguiu fugir.

No entanto, horas depois, a Polícia Militar informou ter capturado o suspeito do crime, adiantou o vice-governador e secretário de Segurança Pública do estado do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Junior.

De acordo com depoimentos de estudantes, o agressor entrou pelas traseiras da escola e ateou fogo a uma garrafa, atirando-a para o interior da sala de aula, explicou o chefe do Corpo de Bombeiros Voluntários, Maurico Naatz.

O ataque de quarta-feira acontece quatro meses depois de um tiroteio numa escola em Suzano, município a 60 quilómetros da cidade de São Paulo, que fez 10 mortos e 11 feridos, e que foi perpetrado por dois jovens atiradores que, depois de cometerem o crime, se suicidaram.

Segundo as autoridades, o motivo do assassínio deveu-se unicamente ao desejo de reconhecimento e notoriedade dos autores do crime.

A tragédia de Suzano assemelha-se à de Columbine, nos Estados Unidos, episódio que completou 20 anos no passado dia 20 de abril, cometido por dois alunos daquela instituição que mataram 12 estudantes e um professor.

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