Trump anuncia recandidatura. Que trunfos tem na manga?

O subdiretor do Diário de Notícias, Leonídio Paulo Ferreira, explica os entraves à reeleição de Trump e os segredos que o podem conduzir de novo à Casa Branca.

Cerca de 20 mil pessoas vão juntar-se, esta terça-feira, na cidade de Orlando, na Florida, para apoiar a recandidatura de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. Neste momento, as sondagens não são as mais animadoras para o atual Presidente dos EUA, mas os resultados económicos podem ser a esperança do empresário norte-americano, defendeu Leonídio Paulo Ferreira, subdiretor do Diário de Notícias, em entrevista à TSF.

"As sondagens mais recentes não são promissoras, dá vários dos candidatos democratas a poderem ganhar a Trump, mas a verdade é que os candidatos democratas - que neste momento são 23 - vão desgastar-se muito nas primárias, enquanto Trump tem apenas uma pessoa a desafiá-lo no Partido Republicano. E ainda por cima é um republicano muito atípico, que é a favor do direito a escolha das mulheres na questão do aborto, contra a pena de morte. Nem sequer é o opositor clássico republicano que podia fazer alguma mossa em Trump."

Leonídio Paulo Ferreira descreveu Trump como "um Presidente fiel àquilo que prometeu a quem votou nele" e considera que este pode ser um dos maiores segredos "para ter algumas hipóteses de reeleição".

Apesar disso, o jornalista sublinhou que "Trump sabe que não é uma figura popular nos Estados Unidos", mas tem "um eleitorado que se mantém fiel".

O subdiretor do DN lembrou que o último caso em que um Presidente não foi reeleito" foi com o pai Bush" que perdeu para Bill Clinton, um candidato com "argumentos a nível da economia que lhe deram a vitória, porque os americanos estavam muito mais preocupados com os resultados da economia do que com esta aura internacional que Bush tinha".

A economia pode ser um grande trunfo para Trump, uma vez que "os números do desemprego são os mais baixos dos últimos 50 anos, a economia está a crescer, acima de tudo, 3% ao ano".

"Há quem diga que todo este desempenho económico é, sobretudo, legado da era Obama, mas a verdade é que os números agora são muito bons e que quem está na Casa Branca é Donald Trump", rematou.

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