Trump diz que cancelou ataque ao Irão para poupar 150 vidas

Donald Trump explicou o recuo abrupto na decisão de bombardear o irão: seria uma resposta desproporcionada ao abate de um drone.

Donald Trump diz que cancelou o ataque aéreo contra o Irão em resposta ao abate de um drone americano que sobrevoava espaço aéreo iraniano para salvar vidas humanas.

O Presidente dos Estados Unidos da América já tinha navios em posição e aviões prontos para atacar o Irão, mas decidiu voltar atrás com a ordem. Nenhum míssil foi disparado. O recuo abrupto de Donald Trump impediu aquilo que seria a terceira ação militar de Trump nos países do Médio Oriente, depois de ter atacado a Síria, em 2017 e em 2018.

No Twitter, Donald Trump explicou porque decidiu abortar o ataque: "estávamos armados e em riste para retaliar na última noite em três locais diferentes quando eu perguntei 'quantos vão morrer'. '150 pessoas, senhor', foi a resposta de um general. 10 minutos antes do ataque eu parei-o. Não era proporcional a abater um drone não pilotado."

"Não tenho pressa (...) o exércitos dos EUA é o melhor do mundo", acrescentou o presidente norte-americano, reafirmando, por outro lado, que o Irão nunca poderá ter armas nucleares.

Numa entrevista à cadeia televisiva NBC, Donald Trump explicou que, ao contrário do que a imprensa avançou inicialmentre, ainda não havia aviões no ar quando a ordem foi revogada.

"Eles entraram cerca de meia hora antes de eu tomar a decisão final. Disseram-me 'estamos praticamente prontos para avançar'. Nesta altura não havia aviões no ar, mas em breve estariam.. e já não daria para os chamar de volta."

"Portanto entraram e pediram-me uma decisão. Eu disse-lhes: preciso de saber uma coisa antes de avançarmos. Quantas pessoas é que vão morrer. Pediram-me uns minutos. - São pessoas bestiais, estes generais. Voltaram e disseram-me: senhor... cerca de centena e meia", contou Trump à NBC.

"Eu pensei naquilo um segundo. Eles abateram um drone não-tripulado e nós estamos aqui sentados com 150 mortos. E isto deveria acontecer cerca de meia hora depois de eu dar a luz verde. Não gostei. Não achei que fosse proporcional."

Um responsável dos EUA, que não quis ser identificado, disse à agência norte-americana Associated Press que os alvos incluiriam radares e baterias de mísseis iranianos.

O comandante dos Guardas da Revolução do Irão, o general iraniano Qassem Soleimani, disse esta quinta-feira que o país "não tem qualquer intenção" de entrar em conflito com algum país do mundo mas "está pronto para a guerra".

A declaração do Irão surge depois de o país ter anunciado, esta quinta-feira, o abate de um drone (avião não tripulado) norte-americano, em violação do espaço aéreo no sul do país, enviando assim uma "mensagem clara" aos Estados Unidos, segundo o general.

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