Maduro ordena reabertura das pontes que ligam o estado de Tachira à Colômbia

Maduro ordenou em fevereiro o encerramento dos postos fronteiriços que divide com a Colômbia através de Tachira, com o objetivo de impedir a passagem da ajuda humanitária organizada pela oposição.

O Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro ordenou a reabertura das pontes que ligam o estado de Tachira à Colômbia, que se encontravam parcialmente encerradas desde o dia 22 de fevereiro.

"Em pleno exercício da nossa soberania, ordenei a abertura das passagens fronteiriças com a Colômbia no estado de Táchira", escreveu o Presidente venezuelano na rede social Twitter.

Maduro ordenou em 22 de fevereiro o encerramento dos postos fronteiriços que compartilha com a Colômbia através de Tachira, a fim de impedir a passagem da ajuda humanitária organizada pela oposição a Nicolas Maduro.

Desde então, a faixa de pedestres de três das quatro pontes tinham acesso restrito, estando em funcionamento apenas para salvaguardar razões humanitárias.

Nos últimos anos, o Governo venezuelano ordenou o encerramento de fronteiras terrestres e marítimas em várias ocasiões, alegando suposta interferência estrangeira contra a chamada revolução bolivariana.

A Venezuela faz fronteira com a Colômbia em duas outras regiões do país, onde a faixa de pedestres permaneceu aberta com as mesmas restrições que em Tachira.

A Venezuela garante ter no seu território mais de cinco milhões de colombianos.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o opositor Juan Guaidó jurou assumir as funções de Presidente interino, prometeu formar um Governo de transição e organizar eleições livres.

Na madrugada de 30 de abril, um grupo de militares manifestou apoio a Guaidó, que pediu à população para sair à rua e exigir uma mudança de regime, mas não houve desenvolvimentos na situação até ao momento.

Nicolás Maduro, de 56 anos e no poder desde 2013, denunciou as iniciativas do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderado por Washington.

À crise política na Venezuela soma-se uma grave crise económica e social, que já levou três milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, de acordo com dados das Nações Unidas.

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