Venezuela oferece "ajuda modesta" para combater "dolorosa tragédia"

A Venezuela ofereceu ao seu apoio para combater os incêndios na Amazónia e apelou aos povos do mundo para que protejam o "pulmão do planeta terra".

"No âmbito da irmandade latino-americana e como membro da comunidade amazónica, a Venezuela oferece a ajuda modesta que pode fornecer para ajudar a mitigar esta dolorosa tragédia, com caráter imediato", explica-se num comunicado divulgado quinta-feira em Caracas.

No documento, o Governo da Venezuela "manifesta a sua profunda preocupação pelos gigantescos e terríveis incêndios que devastam a região do Amazonas, em território de vários países da América do Sul, com gravíssimos impactos sobre a população, os ecossistemas e a diversidade biológica da região, considerada o pulmão da planta do planeta Terra".

"Relatórios de organizações ecologistas internacionais denunciam que só no Brasil os incêndios florestais no Amazonas aumentaram 80% em relação a 2018, enquanto grupos de defesa ambiental atribuem esse aumento a uma política agressiva de desflorestação por interesses vinculados com o agronegócio e outras práticas predatórias que geram altos impactos ambientais", explica-se.

Por outro lado, o Governo do Presidente Nicolás Maduro "solidariza-se com os povos e comunidades indígenas e camponesas do Brasil, Bolívia, Paraguai, Equador e Peru, as principais afetadas, e chama a atenção dos atores económicos e institucionais que fazem vida nos países da bacia amazónica".

"A Venezuela sempre tem reivindicado os direitos das comunidades à terra, promovendo o desenvolvimento económico e ecologicamente sustentável, assim como o respeito pelos direitos inalienáveis da Pachamama, a nossa 'Mãe Terra'", acrescenta-se.

No documento afirma-se que "os povos da América do Sul estão unidos por este prodígio natural que deve ser defendido, protegido e desenvolvido pelos seus próprios habitantes, sob políticas que protejam a sua fragilidade ambiental e o seu valor como património natural da Humanidade".

O número de incêndios no Brasil aumentou 83% este ano, em comparação com o período homólogo de 2018, com 72.953 focos registados até 19 de agosto, sendo a Amazónia a região mais afetada.

A Amazónia tem cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados e inclui territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França).

O Presidente francês, Emmanuel Macron, apelou para que os incêndios na Amazónia sejam discutidos na cimeira do G7, que se realiza este fim de semana, em Biarritz, sudoeste de França, por se tratar de uma "crise internacional".

Participam na cimeira os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos da América, França, Itália, Japão e Reino Unido.

Também o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, se mostrou "profundamente preocupado" com os incêndios numa das "mais importantes fontes de oxigénio e biodiversidade", referindo que a Amazónia "deve ser protegida".

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) brasileiro anunciou que a desflorestação da Amazónia aumentou 278% em julho, em relação ao mesmo mês de 2018.

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