Polícia brasileira detém quatro no caso Marielle

Mulher, cunhado e amigos do suposto autor dos tiros são detidos por terem atirado a arma do crime ao mar, segundo as autoridades.

A polícia do Rio de Janeiro cumpriu esta manhã cinco mandados de prisão de cúmplices dos dois autores dos tiros que mataram em março de 2018 a vereadora carioca Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.

Os alvos são Eliane Lessa, a mulher do ex-agente da polícia Ronnie Lessa, que segundo as autoridades foi quem apertou o gatilho, um cunhado e mais dois amigos dele. O quinto mandado é contra o próprio Ronnie Lessa, que já está detido.

Ele e Élcio Queiroz, que alegadamente guiava o automóvel de onde saíram os tiros, estão presos há cerca de seis meses.

Eliane Lessa, a mulher de Ronnie, o cunhado e os outros dois cúmplices são acusados de obstrução de justiça, de porte de arma e de associação criminosa.

Segundo a polícia, o grupo teria ocultado as armas usadas por Ronnie, entre elas a sub-metralhadora HK MP5, que matou Marielle e Anderson.

Dois dias depois das prisões de Ronnie e de Élcio Queiroz, os agora detidos teriam atirado as armas no mar, sob o comando de Elaine Lessa, próximo às ilhas Tijucas, na altura da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.

Entre os agora detidos está Josinaldo Freitas, amigo de Lessa, lutador de artes marciais, que se fotografou nas suas redes sociais ao lado do presidente Jair Bolsonaro, o que vem causando burburinho no Brasil.

A polícia investiga em paralelo quem foram os mandantes do crime, recaindo suspeitas sobre Domingos Brazão, um juiz e político do Rio de Janeiro ligado às milícias, os grupos paramilitares que protegem as populações em troca de extorsão.

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