Iraque abre vala comum para tentar identificar vítimas do Estado Islâmico

Durante semanas, dezenas de famílias doaram sangue para tentarem identificar os 583 corpos encontrados naquela imensa vala perto da prisão de Badouch, não longe de Mossul.

As autoridades iraquianas anunciaram este domingo ter retirado de uma vala comum os restos mortais de 123 vítimas de um dos piores massacres do grupo extremista Estado Islâmico (EI) para compará-los com amostras colhidas de parentes dos desaparecidos.

Durante semanas, em Bagdade e outros locais, dezenas de famílias doaram sangue para tentarem identificar os 583 corpos encontrados naquela imensa vala perto da prisão de Badouch, não longe de Mossul, no norte do Iraque.

Ali, em 2014, os jihadistas levaram 583 presos em camiões até uma ravina, principalmente muçulmanos xiitas, e abateram-nos, num dos piores crimes do grupo, acusado de genocídio pela ONU, que deixou mais de 200 valas no Iraque, onde foram encontrados 12 mil corpos.

"Milhares de famílias esperam ainda por saber o que aconteceu com o seu ente querido", afirmou à AFP Najm al-Joubbouri, governador da província de Ninive.

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