Iraque, Egito e Jordânia pedem a Israel para manter a paz regional

Numa declaração conjunta, os líderes pediram a Israel que "trave todas as medidas que possam prejudicar a possibilidade de alcançar uma paz justa" com a Palestina.

Os líderes do Iraque, Jordânia e Egito pediram hoje a Israel para parar "todas as medidas que estraguem a possibilidade de uma paz justa" com a Palestina e na região, num encontro histórico em Bagdade.

A cimeira tripartida juntou o Rei da Jordânia, Abdullah I, - que realizou a sua segunda visita a Bagdade da última década, depois de ter estado na capital iraquiana no início de 2019 -, o Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sissi -- que concretizou a primeira visita de um chefe de Estado egípcio ao Iraque desde a invasão do Koweit pelas tropas de Saddam Hussein, em 1990 -, o Presidente iraquiano, Barham Saleh, e o seu primeiro-ministro, Moustafa al-Kazimi.

Numa declaração conjunta, os líderes pediram a Israel que "trave todas as medidas que possam prejudicar a possibilidade de alcançar uma paz justa" com a Palestina e defenderam que, entre outras coisas, o Estado judeu não deve mudar o "estatuto histórico e legal de Jerusalém e dos lugares sagrados islâmicos e cristãos".

Esta declaração é feita poucos dias depois de as Honduras terem mudado a sua embaixada de Telavive para Jerusalém, tornando-se o quarto país a fazê-lo depois da administração de Donald Trump ter decidido fazer a mesma mudança da missão diplomática dos Estados Unidos em Israel, em 2018.

A parte oriental de Jerusalém, que é reivindicada pelos palestinianos como a capital de seu futuro Estado, está ocupada e anexada por Israel, apesar das resoluções contra da ONU.

Por outro lado, os líderes presentes hoje na cimeira comprometeram-se adotar uma maior coordenação em matéria de segurança e a partilhar informações secretas para combater o terrorismo e o crime organizado.

Além disso, os líderes também mostraram o seu apoio à Cidade Económica que a Jordânia e o Iraque estão a construir na fronteira conjunta e concordaram em "dar prioridade" às empresas desses dois países e do Egito nos concursos para a construção da cidade, que, depois de concluída, deverá oferecer 100 mil empregos, segundo o Governo iraquiano.

Os responsáveis da Jordânia, Egito e Iraque discutiram ainda formas de juntar as infraestruturas elétricas dos três países e criar um gasoduto que ligue o Iraque ao Egito através da Jordânia, "para permitir a exportação de petróleo iraquiano" através de outros canais comerciais.

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