Isabel Ayuso defende que sucesso em Madrid é "moção de censura ao sanchismo"

Candidata do PP congratulou-se com a vitória nas eleições regionais e deixou críticas ao Governo do PSOE.

A candidata de direita à presidência da região de Madrid Isabel Díaz Ayuso, do Partido Popular (PP), congratulou-se pela sua vitória nas eleições de hoje que considerou ser uma "moção de censura ao sanchismo".

"O sanchismo não entra em Madrid", proclamou Ayuso, em referência ao primeiro-ministro que lidera o Governo nacional de coligação de esquerda, Pedro Sánchez, que tinha elegido como principal opositor durante a campanha eleitoral.

À janela da sede nacional do PP, na avenida de Génova no centro de Madrid, Ayuso afirmou que "esta forma de governar com opulência e hipocrisia a partir de A Moncloa [sede do Governo espanhol] tem os seus dias contados e já chega".

"Madrid fez uma moção de censura democrática ao sanchismo, aos seus pactos com Bildu [separatistas bascos], com independentistas, ao Governo com Podemos [extrema-esquerda]. Madrid é o quilómetro zero da mudança de rumo em Espanha", proclamou por seu lado o presidente do PP, Pablo Casado, que sublinhou ainda que tinha ganho a "liberdade".

Os apoiantes do PP celebraram no meio da avenida de Génova, a vitória esmagadora que tiveram para a assembleia regional.

Com 95% dos votos contados, o PP obteve 44,65% e 65 deputados num total de 136, duplicando o resultado das últimas eleições e ficando a três da maioria absoluta.

Por seu lado, o PSOE obteve 16,96 e 24 deputados, tendo sido ultrapassado por Mais Madrid (extrema-esquerda) com 16,99% e 24 membros.

Por seu lado o Voz (extrema-direita) obteve 9,11% e 13 membros no parlamento regional e o Unidas Podemos (extrema-esquerda) 7,25% e 10 assentos.

O partido da direita-liberal Cidadãos, que nas eleições de 2019 teve quase 20% dos votos, obteve agora 3,45% dos votos e desaparece do parlamento regional onde só podem estar partidos com mais de 5%.

O resultado destas eleições significa um contratempo para o Partido Socialista (PSOE) do primeiro-ministro Pedro Sánchez, que lidera uma coligação de esquerda no Governo nacional.

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