Israel fecha fronteiras a estrangeiros devido à variante Ómicron

É o primeiro país do mundo a proteger completamente as suas fronteiras desta nova variante.

Israel anunciou que vai voltar a fechar as suas fronteiras a todos os estrangeiros durante duas semanas para conter a propagação da variante Ómicron da Covid-19, da qual já existe um primeiro caso no país.

O gabinete interministerial que gere o combate ao novo coronavírus realizou uma reunião de emergência na noite de sábado e decidiu fechar os aeroportos aos voos internacionais vindos de todo o mundo e reimpor uma quarentena obrigatória aos israelitas que regressem ao país.

Israel torna-se no primeiro país do mundo a proteger completamente as suas fronteiras desta nova variante e as novas restrições entram em vigor a partir da meia-noite de hoje.

O Ministério da Saúde confirmou na sexta-feira um primeiro caso de infeção com a nova variante, existindo atualmente pelo menos sete outros casos suspeitos.

Os cidadãos israelitas que regressam do estrangeiro ao país devem ser submetidos a uma quarentena de três dias se forem vacinados e de sete dias se não o forem; em ambos os casos, necessitarão de um teste PCR negativo antes de saírem do isolamento.

Para os estrangeiros que, em circunstâncias excecionais, possam entrar em Israel, terão de ficar em quarentena nos chamados "hotéis Covid" controlados pelo Estado e sob rigorosa vigilância.

Israel colocou já 50 países africanos - todos exceto o Magrebe e o Egito - na "lista vermelha" devido ao aparecimento da nova variante, que é muito mais contagiosa e resistente porque tem mais de 30 mutações, proibindo viagens de e para esses lugares.

Israelitas e residentes permanentes que regressam de um dos países da "lista vermelha" devem completar uma semana de quarentena num "hotel Covid" e depois outra semana em casa.

O gabinete também decidiu restabelecer a Shin Bet (Agência de Segurança de Israel) como entidade responsável pelo controlo rigoroso do cumprimento das quarentenas através do rastreio de telemóveis para qualquer pessoa que tenha resultados positivos quando regressa de um país da "lista vermelha".

O Governo também decidiu reduzir de 100 para 50 o número de pessoas autorizadas a reunir-se em eventos públicos mediante a apresentação de um 'passaporte verde', que certifica que foram vacinadas ou recuperadas da Covid-19, embora prossigam os eventos para o feriado de Hanukkah, um dos mais importantes do calendário judaico.

A Covid-19 provocou pelo menos 5.180.276 mortes em todo o mundo, entre mais de 259,46 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência de notícias France-Presse.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

Uma nova variante (Ómicron) foi recentemente detetada na África do Sul e, segundo a Organização Mundial da Saúde, o "elevado número de mutações" pode implicar uma maior infecciosidade.

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