Itália reabrirá embaixada em Kiev depois da Semana Santa

O ministro italiano dos Negócios Estrangeiros considera que este é "um gesto para demonstrar apoio ao povo ucraniano e uma forma de dizer que deve prevalecer a diplomacia".

A Itália vai reabrir a sua embaixada na capital ucraniana após a Semana Santa, mês e meio depois de a ter encerrado e transferido para Lviv por causa da invasão russa, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Luigi di Maio.

"Fomos os últimos a sair de Kiev e seremos os primeiros a regressar", afirmou o chefe da diplomacia italiana durante um encontro com o seu gabinete de crise, em que participou o embaixador italiano em Kiev, Francesco Zazo.

Di Maio indicou que é "um gesto para demonstrar apoio ao povo ucraniano e uma forma de dizer que deve prevalecer a diplomacia" e que a representação italiana reabrirá "imediatamente depois" da Páscoa, que se celebra no dia 17.

Nos próximos dias serão dados os passos necessários para a reabertura, "em coordenação com os parceiros europeus", afirmou Di Maio, apostado em "intensificar a pressão" sobre o Presidente russo, Vladimir Putin, para o levar à mesa das negociações e conseguir um cessar-fogo no conflito.

A Itália tinha transferido a sua embaixada para Lviv a 01 de março, uma semana depois do início da invasão russa da Ucrânia.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.626 civis, incluindo 132 crianças, e feriu 2.267, entre os quais 197 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,3 milhões para os países vizinhos.

Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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