João Loureiro ouvido durante quatro horas pela Polícia Federal sobre avião com droga

Depoimento do português vai ser ser confrontado com as provas do inquérito.

O advogado e antigo presidente do Boavista, João Loureiro, já foi ouvido pela polícia de Salvador, no Brasil, numa inquirição que durou quatro horas, apurou a TSF junto de fonte da Polícia Federal.

De acordo com a mesma fonte, o advogado "apresentou a sua versão dos factos" e o depoimento vai agora ser confrontado "com as provas do inquérito". Se tudo for confirmado, o envolvimento de João Loureiro no caso fica descartado.

Ainda de acordo com a polícia brasileira, foram realizadas perícias ao telemóvel de João Loureiro que serão posteriormente analisadas para verificar se corroboram as declarações prestadas esta tarde.

Loureiro está a ver o seu nome envolvido no caso do avião em cujo interior foram encontrados 500 quilos de cocaína e que tinha como destino Portugal. O advogado viajou na aeronave para o Brasil e deveria ter feito o percurso de volta a território nacional no mesmo aparelho.

Mais tarde, em declarações à TVI24, João Loureiro esclareceu que "quando a droga foi apreendida não estava em Salvador da Baía". "Já tinha decidido não voar nesse avião há algum tempo e tinha o comunicado à empresa de aviação, quer a outras pessoas ligadas ao voo."

"Tenho amigos meus brasileiros que são advogados e pedi-lhes para intercederem junto do processo para saber como é que podia ser ouvido e na altura foi dito a esses meus colegas advogados que eu poderia regressar a Portugal e podia responder por carta probatória. Eu disse que não, porque quem não deve não teme e decidi ficar", acrescentou.

Segundo a Polícia Federal, João Loureiro pode regressar a Portugal assim que entender.

Na semana passada, a Polícia Federal do Brasil apreendeu meia tonelada de cocaína escondida num avião particular que pretendia voar de Salvador para Portugal após o piloto da aeronave comunicar problemas nos comandos de voo da aeronave.

Mecânicos foram ao avião para verificar o problema, descobriram parte da droga e relataram à Polícia Federal.

"Com o apoio de especialistas criminais federais e cães treinados para detetar drogas da Polícia Civil, foram encontrados na aeronave outros esconderijos onde estava o resto da droga", informou a Polícia Federal em nota.

A droga tinha sido dividida em embalagens com indicação de marcas desportivas famosas.

Embora não tenha produção própria de cocaína, o Brasil é um importante intermediário nas rotas de embarque para a Europa da droga produzida nos países andinos.

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