Jornalista marroquino suspende greve de fome contra condenação judicial

O médico que acompanhou Suleiman Raisuni na prisão "informou-o de que a sua saúde estava em perigo e que só tinha duas opções: parar a greve de fome ou morrer".

O jornalista marroquino Suleiman Raisuni, condenado a cinco anos de prisão por alegada "agressão sexual", suspendeu a greve de fome que iniciou há 122 dias, segundo o seu advogado.

"Ele informou-nos hoje (segunda-feira) de que interrompeu a sua greve de fome no sábado, após ter sido hospitalizado, em resposta aos apelos dos seus apoiantes nacionais e internacionais", disse Mohamed Messaoudi à agência de notícias AFP.

O médico que o acompanhou na prisão "informou-o de que a sua saúde estava em perigo e que só tinha duas opções: parar a greve de fome ou morrer", disse a defesa do jornalista.

Detido desde 2020, Suleiman Raisuni, de 49 anos, exigiu recentemente ser hospitalizado para suspender a greve de fome, enquanto os serviços pressionais garantiram que "se recusou a ir ao hospital".

No início de julho, o jornalista foi condenado a cinco anos de prisão por alegada "agressão sexual", na sequência de uma denúncia de uma ativista LGBT. Factos que são contestados por Suleiman Raisuni, que diz que é processado "por causa das suas opiniões".

O repórter recusou-se a comer durante mais de três meses, como uma forma de protesto contra uma "grande injustiça".

Entretanto, a Procuradoria-Geral de Marrocos afirmou que Suleiman Raisuni recebeu um julgamento "justo".

"Nunca tentei chantagear ninguém para me libertar [...] apenas exigi um julgamento justo que me exoneraria inevitavelmente", disse o jornalista hoje em sua defesa.

Várias organizações não governamentais (ONG's) nacionais e internacionais, personalidades e partidos políticos marroquinos apelaram à sua libertação, enquanto as autoridades marroquinas, por seu lado, insistem na independência do poder judicial e na conformidade dos procedimentos.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de