Jornalista russa detida no Irão suspeita de espionagem para serviços israelitas

Yulia Yuzik viajou para o Teerão no domingo passado e as autoridades iranianas apreenderam o seu passaporte no aeroporto por razões desconhecidas.

Uma jornalista russa foi detida e encontra-se sob custódia em Teerão, acusada de trabalhar para os serviços de inteligência de Israel, anunciou esta sexta-feira a embaixada russa na capital iraniana.

Yulia Yuzik viajou para o Teerão no domingo passado e as autoridades iranianas apreenderam o seu passaporte no aeroporto por razões desconhecidas, sendo detida na quarta-feira no seu quarto de hotel, segundo fonte da embaixada russa no Teerão citada pela agência noticiosa TASS.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo convocou o embaixador iraniano em Moscovo "para esclarecer rapidamente as circunstâncias do que aconteceu" e garantir que os direitos da jornalista são respeitados.

O embaixador iraniano na Rússia, Mehdi Sanai, informou mais tarde o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Igor Morgulov, que a jornalista seria libertada "em breve", após ser interrogada pela polícia.

Segundo Andrei Ganenko, porta-voz da embaixada russa no Teerão, a jornalista de 38 anos é "acusada de trabalhar para os serviços de segurança israelitas".

O jornalista Boris Voitsekhovsky, identificado pelos meios de comunicação locais como o ex-marido de Yuzik, disse esta sexta-feira na sua conta da rede social Facebook que a sua ex-mulher enfrenta acusações de espionagem para Israel, após uma chamada telefónica da própria a partir da prisão.

"Ela pode apanhar até dez anos de prisão", disse Voitsekhovsky no Facebook.

Uma audiência está marcada para este sábado.

Yuzik, que trabalhou em inúmeras publicações da Rússia, publicou fotos da sua viagem na rede social Instagram no início desta semana, afirmando que adorava estar no Irão.

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