Julgamento de Trump: chumbadas todas as propostas democratas

O Senado rejeitou as 11 emendas propostas pelo partido democrata, mas o líder da maioria republicana fez pequenas mudanças nas regras. Vai ser permitido apresentar provas se estas não forem contestadas pela equipa de defesa do Presidente.

Com as mudanças, McConnell quis acalmar os democratas, mas, principalmente, alguns senadores republicanos, que levantaram problemas quanto ao facto de não serem aceites provas ou testemunhas. Para além desta pequena abertura foi ainda prolongado o tempo para fazer as alegações iniciais. Cada lado terá 24 horas que podem ser divididas por três dias.

As regras foram aprovadas com os votos dos 53 republicanos e 47 democratas.

As primeiras 13 horas do julgamento foram depois ocupadas a debater e votar as 11 propostas apresentadas pelo líder democrata, Chuck Schumer. Todas as propostas foram chumbadas e os números pouco variaram. Apenas a décima proposta sobre a quantidade de tempo atribuído para moções e respostas escritas durante o julgamento mereceu o voto a favor de uma republicana.

A senadora Susan Collins foi a única voz que quebrou a divisão entre os dois partidos.

Entre as propostas de alteração que foram rejeitadas estava a de que o juiz presidente tivesse o poder de chamar testemunhas e uma emenda para forçar a Casa Branca a entregar a totalidade dos documentos pedidos pelo Congresso. Os democratas têm medo de que a equipa de defesa mostre apenas documentos que lhe sejam favoráveis.

No início dos trabalhos, o democrata Chuck Schumer acusou os republicanos de estarem a tentar encobrir todo o caso que envolve Donald Trump. O líder democrata afirmou que um julgamento sem testemunhas e sem provas não é um julgamento e defendeu que a maioria dos norte-americanos não está à espera de um julgamento justo porque acredita que os republicanos vão viciar o jogo.

Já Jay Sekulow, da equipa de defesa do Presidente, considerou que todo o processo é ridículo e defendeu que os democratas estão a atacar Donald Trump porque as investigações à ingerência da Rússia nas eleições de 2016 não tiveram os resultados que eles pretendiam.

Os trabalhos começaram por volta da uma da tarde, em Washington, e acabaram já perto das duas da manhã. Os jornalistas que assistiram à primeira sessão descreveram o esforço que alguns congressistas fizeram para se manterem acordados. As horas das sessões foram decididas por Mitch McConnell.

A CNN conta que "a senadora Martha McSally tinha um cobertor no colo. O senador Dan Sullivan soltou um grande bocejo. A certa altura, tanto a senadora Kirsten Gillibrand como o senador Jim Risch pareciam ter adormecido mas Gillibrand abriu os olhos de repente e sentou-se muito direita na cadeira. Alguns senadores pareciam estudantes entediados numa aula particularmente longa."

O julgamento continua esta quarta-feira com o início dos argumentos democratas.

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