Kiev acusa Moscovo de tentativa de destruição do Estado ucraniano

A Rússia projetou, nas últimas semanas, dezenas de milhares de soldados para junto da fronteira com a Ucrânia e para a Península da Crimeia, ocupada e anexada ilegalmente em 2014.

O chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kouleba, disse que a Rússia está a ameaçar "abertamente" a Ucrânia com "destruição", referindo-se ao incremento das tensões junto da fronteira.

"Eles (Rússia) ameaçam abertamente com uma guerra e com a destruição do Estado ucraniano", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de Kiev numa conferência de imprensa conjunta em que participaram os homólogos dos países bálticos que se encontram em Kiev.

"Nós condenamos o agravamento da situação securitária (provocada) pela Rússia, assim como os atos e declarações de Moscovo que visam incrementar a tensão militar minando os esforços diplomáticos", acrescentou Kouleba.

"A 'linha vermelha' para a Ucrânia são as fronteiras do Estado. Se a Rússia violar essa 'linha vermelha' vai sofrer", disse ainda o chefe da diplomacia de Kiev apelando "aos ocidentais" para a aplicação de novas sanções contra Moscovo.

O Governo ucraniano teme que Moscovo esteja a tentar provocar um "casus belli" para tentar justificar uma operação armada mas o Kremlin nega "estar a ameaçar seja quem for" e acusa a Ucrânia de "ameaças".

A Rússia diz estar a levar a cabo "exercícios militares" em resposta "às ameaças" da Aliança Atlântica e não aceita as intenções de Kiev que pretende integrar a organização.

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