Kiev pede a Ancara que trave navio russo na costa turca

A embarcação, um cargueiro de 140 metros de comprimento com a bandeira da Rússia, ancorou a cerca de um quilómetro do porto de Karasu, na costa turca a leste de Istambul

A Embaixada da Ucrânia em Ancara pediu este sábado à Turquia que travasse um navio russo que chegou perto da Turquia no mar Negro proveniente do porto ucraniano de Berdiansk, sob ocupação russa.

A embarcação Zhibek Zholy, um cargueiro de 140 metros de comprimento com a bandeira da Rússia, ancorou a cerca de um quilómetro do porto de Karasu, na costa turca a leste de Istambul, de acordo com o 'site' Marine Traffic, que monitoriza as movimentações dos barcos.

"O Zhibek Zholy de Berdansk ocupado entrou no porto de Karasu. A pedido do procurador ucraniano, pedimos ao lado turco que tomasse as medidas necessárias", adiantou o embaixador Vasyl Bodnar no Twitter.

Embora não especifique o tipo de carga a bordo, a mensagem sugere que o diplomata suspeita da presença de cereais ucranianos.

Segundo o Marine Traffic, a embarcação desligou o seu transponder dentro de 12 horas após a sua aproximação à Turquia.

O transponder, obrigatório na navegação, emite um sinal de satélite que permite a localização permanente dos edifícios.

O diplomata elogiou a "boa comunicação e cooperação intensa com as autoridades turcas".

"Pedimos a ajuda da Turquia para resolver o problema", acrescentou.

No início de junho, Bodnar acusou a Rússia de roubar os cereais e exportá-los para a Turquia, entre outras coisas.

"A Rússia rouba descaradamente cereais da Ucrânia e exporta-os da Crimeia para o estrangeiro, nomeadamente para a Turquia", disse, na altura.

Na semana passada, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Mevlut Cavusoglu, assegurou que o país estava a investigar as acusações.

A guerra na Ucrânia que está a bloquear as exportações de cereais devido ao bloqueio de portos ucranianos pela Marinha russa a minas no mar Negro.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, ofensiva que foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para Kiev e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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