Kremlin alerta que embargo europeu ao petróleo russo vai "atingir todos"

Dmitri Peskov sublinha que se trata de "uma questão muito complexa, porque tal embargo terá uma influência muito séria no mercado mundial de petróleo bruto e prejudicará seriamente o equilíbrio energético no continente europeu".

O Kremlin alertou esta segunda-feira que um embargo europeu às importações de petróleo russo vai prejudicar seriamente o equilíbrio energético na Europa e irá "atingir todos", quando a União Europeia estuda a possibilidade de novas sanções contra Moscovo.

"De facto, como sabemos, a questão do embargo ao fornecimento de petróleo está a ser ativamente discutida", disse o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov, na sua conferência de imprensa diária.

O porta-voz russo sublinhou que se trata de "uma questão muito complexa, porque tal embargo terá uma influência muito séria no mercado mundial de petróleo bruto e prejudicará seriamente o equilíbrio energético no continente europeu".

"Os norte-americanos não irão perder nada, é óbvio, e vão sentir-se muito melhor do que os europeus", disse Peskov.

O porta-voz russo acrescentou que, no caso de um embargo às importações russas de petróleo, "os europeus terão dificuldades".

"Ou seja, é uma decisão que atingirá todos", sublinhou.

De acordo com o chefe da diplomacia dos Vinte e Sete, Josep Borrell, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE planeiam examinar hoje as sanções contra o setor petrolífero russo devido à invasão da Ucrânia.

A Rússia lançou, a 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia que causou pelo menos 902 mortos e 1.459 feridos entre a população civil, incluindo mais de 170 crianças, e provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, entre as quais mais de 3,3 milhões para os países vizinhos, indicam os mais recentes dados da ONU.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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