Kremlin diz ser "impossível" isolar a Rússia no mundo contemporâneo

"A própria Rússia é muito maior que a Europa", disse o porta-voz do Kremlin.

O Kremlin declarou este domingo ser "impossível" isolar a Rússia no mundo contemporâneo, quando o país é alvo de uma série de sanções ocidentais sem precedentes devido à invasão russa na Ucrânia.

"Não pode haver isolamento da Rússia, é tecnologicamente impossível no mundo contemporâneo", assegurou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, em entrevista ao canal de televisão público Rossiya 1, da qual trechos foram divulgados por agências de notícias russas.

"A própria Rússia é muito maior que a Europa", acrescentou Peskov.

As sanções internacionais contra a Rússia continuam a multiplicar-se desde o início da sua "operação militar" na Ucrânia em 24 de fevereiro.

"Mas mais cedo ou mais tarde teremos que estabelecer um diálogo, quer queira alguém do outro lado do Atlântico quer não", sublinhou Peskov.

O porta-voz russo também lembrou que o Presidente russo, Vladimir Putin, "nunca se recusou a encontrar-se" com o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, para alcançar uma forma de terminar com as hostilidades na Ucrânia.

"Hipoteticamente, tal reunião é possível", disse Peskov, enfatizando que as delegações russa e ucraniana que participam nas negociações de paz devem primeiro elaborar um acordo "concreto" para normalizar as relações entre os dois países.

"Não um número de ideias, mas um documento escrito concreto", insistiu.

O negociador-chefe russo, Vladimir Medinski, declarou este domingo que era muito cedo para se organizar uma reunião entre Putin e Zelensky.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1325 civis, incluindo 120 crianças, e feriu 2017, entre os quais 168 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 4,1 milhões de refugiados em países vizinhos e cerca de 6,5 milhões de deslocados internos.

A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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