Líder australiano anuncia ministro para viabilizar plano para reduzir emissões de carbono

Sendo um dos maiores exportadores mundiais de carvão e gás natural liquefeito, a redução das emissões é uma questão politicamente preocupante na Austrália.

O primeiro-ministro australiano anunciou esta segunda-feira um quinto ministro do partido Nacional no Executivo, como parte do acordo para cimentar o apoio do parceiro da coligação a uma meta de zero emissões de carbono até 2050.

O apoio do partido Nacional à meta, decidido no domingo, é uma vitória para Scott Morrison, que quer apresentar um plano mais ambicioso para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa da Austrália quando partir na quinta-feira para uma cimeira da ONU em Glasgow, Escócia.

A redução das emissões é uma questão politicamente preocupante na Austrália, que é um dos maiores exportadores mundiais de carvão e gás natural liquefeito.

A nação é também um dos piores emissores de gases com efeito de estufa 'per capita' do mundo, devido à sua forte dependência da energia produzida a partir do carvão.

O partido Nacional, de base rural, tem tradicionalmente representado os interesses dos agricultores, mas são agora cada vez mais vistos como defensores das indústrias de combustíveis fósseis.

O senador Matt Canavan, que representa o estado de Queensland, rico em carvão, classificou o acordo como mau para o país.

"Não creio que esta seja a abordagem correta para este país. É uma fantasia pensar que podemos remover todas as emissões de carbono", acrescentou Canavan.

A Austrália não se comprometeu, a partir de 2015, numa cimeira climática em Paris, a reduzir as emissões até 2030 para os níveis adotados por muitos países.

A cimeira de Glasgow, conhecida como COP26, avaliará o progresso das metas acordadas em Paris.

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