Líder checheno Kadyrov afirma estar perto de Kiev

O líder checheno avisa as forças ucranianas para se renderem, porque caso não o façam "estarão condenadas".

O Presidente da república russa da Chechénia, Ramzan Kadyrov, acusado de graves violações de direitos humanos, garantiu esta segunda-feira estar na Ucrânia ao lado das forças de Moscovo que lideram uma ofensiva militar no país.

O líder checheno, acusado por organizações não governamentais internacionais de violações dos direitos humanos na Chechénia, publicou um vídeo na plataforma Telegram, no qual aparece de uniforme militar a estudar planos numa mesa, rodeado de soldados.

Kadyrov garantiu, numa mensagem, que o vídeo foi filmado perto de Kiev, em Gostomel, aeródromo capturado pelas forças russas nos primeiros dias da ofensiva, uma informação que não pode ser verificada de forma independente.

"No outro dia estávamos a cerca de 20 quilómetros de vocês, nazis de Kiev, e agora estamos ainda mais perto", escreveu Kadyrov, acrescentando que, se as forças ucranianas não se renderem "estarão condenadas".

Apesar do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter origem judaica, Moscovo chama "neo-nazis" ou "junta" às autoridades ucranianas desde 2014, quando começou a guerra no leste da Ucrânia, entre separatistas pró-Rússia e forças de Kiev.

"Mostraremos concretamente que a prática russa ensina a guerra melhor do que a teoria estrangeira e as recomendações de conselheiros militares", acrescentou Ramzan Kadyrov.

Kadyrov, que governa a Chechénia com mão de ferro, é considerado próximo do Presidente russo, Vladimir Putin, e tem uma milícia paramilitar, a 'kadyrovtsy'.

No início da ofensiva russa, circularam nas redes sociais imagens de uma praça em Grozny, capital da Chechénia, cheia de soldados supostamente a caminho da Ucrânia. As forças sob o controle de Kadyrov são acusadas de vários abusos na Chechénia.

Em 26 de fevereiro, o líder da Chechénia confirmou a participação das tropas da república na invasão russa da Ucrânia.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 564 mortos e mais de 982 feridos entre a população civil e provocou a fuga de cerca de 4,5 milhões de pessoas, entre as quais 2,5 milhões para os países vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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