Líder conservador recebe instruções para formar Governo na Suécia

Ulf Kristersson terá agora três dias para decidir se vai ou não apresentar uma votação no Parlamento, que o presidente do Parlamento sueco espera que venha a ocorrer na próxima semana, de preferência na segunda-feira.

O líder conservador sueco, Ulf Kristersson, recebeu esta terça-feira instruções do presidente do Parlamento sueco, Andreas Norlén, para tentar formar Governo, após a renúncia, na segunda-feira, do primeiro-ministro social-democrata, Stefan Lofven.

A escolha de Kristersson deve-se ao facto de ele liderar o Partido Moderado, o maior dos quatro que apoiaram a moção de censura, que foi aprovada na passada semana, e de ele ser o candidato com maior apoio entre os líderes partidários, já que após as eleições gerais de 2018 foi o primeiro escolhido para tentar formar um Governo.

Kristersson terá agora três dias para decidir se vai ou não apresentar uma votação no Parlamento, que Norlén espera que venha a ocorrer na próxima semana, de preferência na segunda-feira.

Norlén garantiu que o processo de formação de Governo não pode demorar 134 dias, como sucedeu da última vez, e que a sua intenção é que até ao final de julho haja um novo Executivo ou que tenham ocorrido quatro votações sem sucesso no Parlamento, o que implicaria automaticamente a convocação de eleições extraordinárias dentro de três meses.

A instabilidade política e o facto de já estarem marcadas eleições gerais para setembro de 2022 - a Constituição sueca estabelece que deve haver eleições ordinárias a cada quatro anos - foram os motivos apontados por Norlén para agilizar o processo.

Lofven, o primeiro governante sueco a cair por causa de uma moção de censura, tinha até segunda-feira para decidir se convocava eleições extraordinárias (as primeiras desde 1958) ou se renunciava ao cargo, o que fez devido à situação gerada pela pandemia de covid-19 e devido à proximidade das eleições gerais.

A moção foi possível porque o Partido de Esquerda, aliado externo do primeiro-ministro, somou os seus votos aos da extrema direita, dos conservadores e dos democratas-cristãos.

Lofven governou em minoria graças a um acordo assinado em janeiro de 2019 com liberais e centristas, que permitiu isolar os Democratas Suecos, de extrema-direita, a terceira força parlamentar.

A Esquerda - que ficou fora do pacto governamental, mas ao qual garantiu maioria parlamentar - tinha avisado em 2019 que retiraria o seu apoio se fossem cumpridos dois pontos do acordo entre centristas e liberais: as reformas do mercado de trabalho e o novo regime de aluguer imobiliário.

Conservadores e democratas-cristãos modificaram a sua posição há um ano e concordaram em governar no futuro com o apoio dos Democratas Suecos, opção a que o Partido Liberal validou.

Lofven poderia ter conseguido uma maioria - no caso hipotético de chegar a um acordo que satisfizesse tanto os centristas quanto a esquerda - embora os centristas reiterem agora a sua intenção de não se entenderem com a esquerda ou com a extrema-direita.

Ainda assim, ter uma maioria no Parlamento não é um requisito essencial na Suécia para ser eleito primeiro-ministro, bastando não contar com uma maioria contra.

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