Líder da extrema-direita italiana muda os planos e adia momento da votação

Decisão é justificada com a multidão de jornalistas e fotógrafos que estavam no local de voto. Giorgia Meloni deverá votar apenas às 22h00 locais.

Giorgia Meloni, líder da extrema-direita em Itália, alterou os planos e resolveu não votar à hora prevista por causa de uma multidão de jornalistas. De acordo com a imprensa italiana, Meloni deveria votar às 11h00 locais (10h00 em Lisboa), mas só o vai fazer depois das 22h00 (21h00 em Lisboa). Isto porque o local de voto estava repleto de fotógrafos, que aguardavam a chegada da líder dos Irmãos de Itália.

Citada pela comunicação social local, Meloni afirma que não quer causar "inconvenientes aos eleitores", que devem deslocar-se às urnas de forma tranquila, e, por isso, deixou o voto para um horário em que a afluência já deve ter abrandado.

A mulher que as sondagens apontam como a próxima chefe de Governo deixou também uma mensagem nas redes sociais, dirigindo-se diretamente ao eleitores: "Hoje podem escrever a História." Uma mensagem que surge acompanhada de uma fotografia da própria Meloni e da frase "Vamos escrever a História juntos."

Também o antigo primeiro-ministro Matteo Renzi deixou uma mensagem no Twitter, pedindo às pessoas para votarem. "A democracia tem de ser alimentada pelo compromisso de todos", diz o líder do Itália Viva.

Já Matteo Salvini afirma que quantas mais pessoas votarem, "mais forte será Itália" e "mais legitimidade terá o governo". O líder da Liga agradece a todos os que foram às urnas, independentemente do sentido de voto.

Pelo silêncio optou Ernico Letta, do Partido Democrata, que votou em Roma. Apertou a mão a alguns eleitores, mas não falou aos jornalistas. O mesmo fez o Presidente da República, Sergio Mattarela, que foi dos primeiros líderes a votar, logo às 08h45.

Cerca de 51 milhões de italianos são chamados às urnas para eleger 600 parlamentares (400 deputados e 200 senadores), uma redução significativa em relação aos atuais 945 (630 e 315) adotados numa reforma aprovada em referendo, e 2,7 milhões de jovens terão a oportunidade de votar pela primeira vez.

Segundo as últimas sondagens, o país deverá passar a ser dirigido por uma coligação da extrema-direita com direita.

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