Líder de poderoso gangue haitiano extraditado para os Estados Unidos

Germine Joly é acusado de "importar armas de guerra" e "sequestrar para pedir resgate de cidadãos americanos".

O líder de um dos gangues mais poderosos do Haiti foi extraditado esta quarta-feira para os Estados Unidos, adiantou a polícia haitiana, num momento em que o domínio territorial de grupos armados coloca Port-au-Prince cercada.

O chefe da quadrilha "400 mawozo", Germine Joly, apelidado de "Yonyon", foi transportado pela polícia federal norte-americana (FBI) para a cidade de Washington, que havia emitido um mandado internacional contra o 'gangster' no final de abril.

Encarcerado desde 2015 no estabelecimento prisional da capital haitiana, Port-au-Prince, Germine Joly está a ser processado pelos Estados Unidos por "importar armas de guerra" e "sequestrar para pedir resgate de cidadãos americanos", especificou o comunicado das forças policiais.

O gangue, que liderou desde a prisão, sequestrou um grupo de 17 pessoas no outono passado, composto por missionários norte-americanos e familiares, incluindo cinco crianças.

Na sexta-feira, um diplomata dominicano foi sequestrado por esse mesmo gangue e foi exigido um resgate de 500 mil dólares (cerca de 475 mil euros) para a sua libertação, de acordo com a imprensa haitiana.

Durante 10 dias, os confortos entre esse grupo armado e outra paralisaram completamente o subúrbio do norte de Port-au-Prince.

Centenas de famílias foram obrigadas a fugir da área e pelo menos 20 civis foram mortos, segundo a avaliação muito parcial da violência que a proteção civil do Haiti conseguiu estabelecer na passada quinta-feira.

Desde junho de 2021, as autoridades já perderam o controlo do único acesso rodoviário que liga Port-au-Prince à metade sul do país caribenho, porque, no espaço de dois quilómetros, a estrada nacional está totalmente sob o controlo de gangues.

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