Líderes da UE vão discutir crise a Leste antes da cimeira com África

Encontro informal dos líderes da UE coincide com uma reunião de ministros da Defesa da NATO.

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia vão celebrar um encontro informal na quinta-feira, em Bruxelas, antes da cimeira com a União Africana, para discutir os "mais recentes desenvolvimentos" na crise entre Rússia e Ucrânia.

"Antes da cimeira União Europeia (UE)-União Africana (UA) de amanhã [quinta-feira] terá lugar uma reunião informal dos membros do Conselho Europeu às 12h30 [locais, menos uma hora em Lisboa] para fazer um ponto da situação dos mais recentes desenvolvimentos relacionados com Rússia/Ucrânia", anunciou o porta-voz do presidente do Conselho Europeu, na sua conta na rede social Twitter.

Esta discussão sobre a ameaça de uma agressão russa à Ucrânia ao nível dos líderes dos 27, entre os quais o primeiro-ministro António Costa, terá lugar numa altura em que o Kremlin (Presidência russa) garante que concluiu as manobras militares nas zonas fronteiriças, um anúncio recebido com cautela pela UE, que mesmo esta quarta-feira exortou a Rússia a dar "passos concretos e tangíveis" com vista ao desanuviamento da crise com a Ucrânia, observando que de Moscovo chegam "sinais contraditórios".

O encontro informal dos líderes da UE coincide com uma reunião de ministros da Defesa da NATO, que decorre entre esta quarta e quinta-feira, e na qual Portugal está representado por João Gomes Cravinho.

Esta quarta-feira mesmo, à entrada para esse encontro ministerial, o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, disse que, apesar dos anúncios de Moscovo, a NATO não está a observar "qualquer desescalada no terreno" e, "pelo contrário, parece que a Rússia continua a reforçar a sua presença militar".

"A Rússia ainda pode invadir a Ucrânia sem aviso prévio, as capacidades estão no lugar" com mais de 100.000 soldados, advertiu.

O Ocidente acusa a Rússia de ter concentrado mais de 100.000 tropas nas fronteiras da Ucrânia para invadir novamente o país vizinho, depois da anexação da Crimeia em 2014.

A Rússia nega qualquer intenção bélica, mas exige garantias para a sua segurança, incluindo uma promessa de que a Ucrânia nunca será membro da NATO, uma exigência liminarmente rejeitada pelo Ocidente, que propôs em troca conversações com Moscovo sobre outros assuntos de segurança, como o controlo de armas ou visitas recíprocas a infraestruturas sensíveis.

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