Liga Árabe reúne-se de emergência para discutir situação em Jerusalém

Uma explosão no norte da Faixa de Gaza provocou a morte a pelo menos nove pessoas, três delas crianças, depois de protestos em Jerusalém terem já feito mais de 300 feridos.

O Conselho da Liga Árabe reúne-se de emergência, esta terça-feira, no Cairo, para analisar a crescente tensão entre Israel e a Palestina, sobretudo os acontecimentos registados em Jerusalém.

Prevista inicialmente para segunda-feira, a cimeira extraordinária da Liga Árabe, presidida pelo Qatar, que exerce atualmente a presidência rotativa do Conselho, foi adiada face aos violentos confrontos registados na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, e que envolveram a polícia israelita e palestinianos.

Hossam Zaki, secretário-geral adjunto da Liga Árabe, disse que a reunião vai discutir os "crimes israelitas" e os "ataques contra locais sagrados islâmicos e cristãos na Jerusalém ocupada", especialmente à Mesquita de Al-Aqsa, e ataques a fiéis.

Zaki acrescentou que a reunião também tratará dos planos israelitas para desalojar palestinianos das suas casas em Jerusalém Oriental, nomeadamente no bairro de Sheikh Jarrah.

O secretário-geral adjunto da Liga Árabe disse que a atitude de Israel é "uma tentativa de esvaziar a cidade sagrada dos seus residentes palestinianos.

O embaixador da Autoridade Nacional Palestiniana no Cairo, Diab Al-Louh, afirmou que a reunião tem de aprovar decisões e medidas práticas que estejam "ao nível deste evento catastrófico sem precedentes".

Também deve elaborar uma "mensagem árabe unificada da Liga Árabe", em que se afirme a necessidade de fornecer proteção internacional ao povo palestiniano "contra estas práticas sistemáticas de violações contínuas e de etapas perigosas de escalada" da violência.

Novos confrontos opuseram segunda-feira, na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém Oriental, fiéis palestinianos à polícia israelita, causando mais de 300 feridos, a grande maioria palestinianos, após um fim de semana de violência na cidade.

A situação agravou-se depois de o movimento islâmico Hamas, que governa na Faixa de Gaza, ter disparado dezenas de foguetes em direção a Israel como medida de retaliação contra a violência que afirma ter sido exercida pela política israelita contra fiéis palestinianos.

Várias explosões ouviram-se segunda-feira à noite em Jerusalém depois de terem soado as sirenes de alarme antiaéreas acionadas na sequência dos foguetes lançados a partir da Faixa de Gaza, indicou o exército israelita, sem avançar pormenores.

Em resposta, o exército israelita anunciou na mesma altura "ter começado" a realizar uma série de ataques contra posições do Hamas na Faixa de Gaza, visando em particular um comandante das Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, o braço armado do Hamas, que foi morto.

Fontes sanitárias palestinianas indicaram a ocorrência de uma explosão de origem desconhecida no norte da Faixa de Gaza, que provocou a morte a pelo menos nove pessoas, três delas crianças.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, considerou que o Hamas transpôs "uma linha vermelha" e prometeu uma reposta musculada do Estado judaico.

"As organizações terroristas em Gaza atravessaram uma linha vermelha durante a tarde no 'Dia de Jerusalém'", indicou Netanyahu, para acrescentar: "Israel reagirá com força (...), quem atacou o nosso território, a nossa capital, os nossos cidadãos e soldados pagará um elevado preço".

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