Londres oferece proteção ao embaixador birmanês destituído e ameaçado

O secretário dos Negócios Estrangeiros britânico, Nigel Adams, reuniu-se com o embaixador birmanês no Reino Unido, Kyaw Zwar Minn.

O Reino Unido vai oferecer proteção ao embaixador de Myanmar (antiga Birmânia) em Londres, destituído do cargo pela Junta Militar, após ter sido formalmente notificado do fim do mandato pelas autoridades birmanesas no poder.

"Eu saúdo a coragem e o patriotismo do embaixador. Nós vamos-lhe garantir segurança no Reino Unido", disse o secretário dos Negócios Estrangeiros britânico, Nigel Adams, numa mensagem divulgada na rede social Twitter.

Adams reuniu-se na quinta-feira com o embaixador birmanês no Reino Unido, Kyaw Zwar Minn, um antigo coronel na reserva.

Na quarta-feira, os diplomatas próximos da Junta Militar impediram o acesso à embaixada a Kyaw Zwar Minn, que apoia o governo civil liderado por Aung San Suu Kyi e afastado do poder pelo golpe de Estado do dia 01 de fevereiro.

O chefe da diplomacia britânica, Dominic Raab, condenou as "ações de intimidação" da Junta Militar, mas, mesmo assim, o Governo de Londres aceitou a decisão da Birmânia sobre o fim do mandato do embaixador, depois de ter sido formalmente notificado.

"Devido aos comportamentos de intimidação contra Minn, vamos garantir que ele possa viver em segurança no Reino Unido até que queira decidir o futuro a longo prazo", disse um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico apelando ao "rápido restabelecimento da democracia" na Birmânia.

O embaixador acusou um militar de ter "ocupado" a embaixada da Birmânia no Reino Unido, denunciando "uma espécie de 'golpe de Estado'".

Após ter pernoitado dentro de uma viatura, o embaixador deposto contactou as autoridades no poder na Birmânia para pedir ajuda e quando perguntou se seria considerado um traidor e abatido se regressasse ao país responderam-lhe: "Quem sabe?"

A repressão contra os manifestantes que se opõem ao golpe de Estado na Birmânia intensifica-se desde o golpe militar do dia 01 de fevereiro, apesar dos protestos internacionais.

Pelo menos 614 civis foram mortos pelas forças de segurança durante os protestos, de acordo com a Associação de Auxílio aos Prisioneiros Políticos da Birmânia (AAPP).

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