Luisiana perdoa ativista negro que desafiou leis racistas dos EUA 125 anos depois

A decisão contra Homer Plessy foi uma das referências judiciais na defesa da segregação racial nos Estados Unidos, que esteve em vigor até 1954, quando o Supremo recuou.

O governador do estado norte-americano do Luisiana, John Bel Edwards, assinou esta quinta-feira o perdão póstumo de Homer Plessy, cidadão e ativista negro que em 1892, em Nova Orleães, desafiou as leis da segregação racial dos Estados Unidos.

Homer Plessy foi condenado por se recusar a sair de uma carruagem de comboio destinada apenas para brancos.

O caso do cidadão negro chegou ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos em 1896, onde todos os magistrados, exceto um, mantiveram a condenação, defendendo as leis racistas "segregadas, mas iguais" daquele estado do sul do país.

Homer Plessy morreu em 1925 com a atual condenação no seu histórico criminal.

A decisão contra Homer Plessy foi uma das referências judiciais na defesa da segregação racial nos Estados Unidos, que esteve em vigor até 1954, quando o Supremo recuou.

No ato simbólico de perdão, John Bel Edwards esteve acompanhado por Keith Plessy, um dos descendentes de Homer Plessy.

"Sinto-me como se os meus pés não tocassem no chão hoje, porque os meus antepassados estão a transportar-me", disse Keith Plessy em declarações ao jornal The Times-Picayune, de Nova Orleães.

O procurador do distrito de Nova Orleães, o mesmo que condenou o ativista há mais de um século, foi quem solicitou o perdão póstumo.

Jake Williams, que dirige atualmente aquela repartição, também esteve presente no evento e disse que era "importante" que tenha sido esse mesmo procurador a pedir clemência, destacando que o terá feito com o objetivo de "perdoar a instituição".

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