Lukashenko assume sexto mandato presidencial em cerimónia não anunciada

Os Estados Unidos, a União Europeia e diversos países vizinhos da Bielorrússia rejeitam a vitória de Alexander Lukashenko em eleições consideradas fraudulentas.

O Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, que enfrenta um movimento de protesto sem precedentes no país, foi empossado hoje para um sexto mandato numa cerimónia não anunciada, divulgou a agência de notícias estatal Belta.

"Alexander Lukashenko prestou juramento na língua bielorrussa, após o qual assinou o ato de juramento e, em seguida, o presidente da Comissão Eleitoral (...) entregou-lhe o certificado de Presidente da República da Bielorrússia", indicou a agência Belta.

A cerimónia, que não foi anunciada, aconteceu no Palácio da Independência de Minsk e contou com a presença de parlamentares e outras autoridades do país.

Segundo dados oficiais, Lukashenko foi reeleito com 80,1% dos votos nas eleições de 9 de agosto, resultado não reconhecido pela oposição ou pelo Ocidente e que desencadeou a maior vaga de protestos da história pós-soviética na Bielorrússia.

A Bielorrússia tem sido palco de várias manifestações desde 9 de agosto, quando Alexander Lukashenko conquistou o sexto mandato presidencial em eleições consideradas fraudulentas pela oposição e parte da comunidade internacional.

Nos primeiros dias de protestos, a polícia deteve cerca de 7.000 pessoas e reprimiu centenas, suscitando protestos internacionais e ameaça de sanções.

Os Estados Unidos, a União Europeia e diversos países vizinhos da Bielorrússia rejeitaram a vitória eleitoral de Lukashenko e condenaram a repressão policial, exortando Minsk a estabelecer diálogo com a oposição.

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