Macau compra milhões de máscaras no estrangeiro porque faltam na China

O coronavírus já provocou 17 mortes e mais de meio milhar de infetados.

O chefe do Governo de Macau disse esta quinta-feira que o território encomendou 20 milhões de máscaras individuais de proteção no estrangeiro porque o produto está esgotado em alguns pontos na China devido ao vírus de Wuhan.

Ho Iat Seng afirmou que esta decisão foi tomada perante a incapacidade de resposta por parte das fábricas chinesas, dando como exemplo a falta de máscaras que se regista em cidades vizinhas na província de Guangdong, cuja procura aumentou exponencialmente devido ao vírus que já causou 17 mortes e mais de meio milhar de infetados.

"Não há qualquer problema de fornecimento de máscaras", frisou, garantindo que hoje chega o primeiro lote de três milhões da encomenda de 20 milhões.

Em conferência de imprensa, o chefe do Executivo aproveitou para elencar todas as medidas tomadas pelo novo Governo, desde que começaram a surgir as primeiras informações sobre o vírus de Wuhan, e sublinhou que o território também já acautelou o reforço de máquinas de ventilação de apoio respiratório e de medicamentos.

As autoridades de Macau identificaram hoje uma segunda pessoa infetada com o novo tipo de coronavírus, um homem de 66 anos, que, à semelhança do primeiro caso, uma mulher de 52 anos, é também oriundo de Wuhan.

Atualmente em regime de isolamento, ambos os casos são considerados pacientes de alto risco.

O surto surge numa altura em que milhões de chineses viajam, por ocasião do Ano Novo Lunar, a principal festa das famílias chinesas, equivalente ao natal nos países ocidentais. Segundo o Ministério dos Transportes chinês, o país deve registar um total de três mil milhões de viagens internas durante os próximos 40 dias.

Em Macau, que este ano recebeu quase 40 milhões de turistas e é um destino muito procurado pelos chineses no Ano Lunar, estavam programadas duas sessões da Parada de Celebração do Ano do Rato, um evento comemorativo do Festival da Primavera no primeiro dia das festividades, na sexta-feira, nas Ruínas de S. Paulo e no Largo do Senado, bem como um desfile do dragão gigante dourado.

Menos de 24 horas após a Direção dos Serviços de Turismo ter elencado uma série de medidas de prevenção para reduzir o risco de contágio, as atividades foram canceladas.

O mais de meio milhar de casos registados têm alimentado receios sobre uma potencial epidemia, semelhante à da pneumonia atípica, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que entre 2002 e 2003 matou 650 pessoas na China continental e em Hong Kong.

Fora da China continental, foram confirmados casos do novo coronavírus na Coreia do Sul, Japão, Tailândia, Estados Unidos, Taiwan, Hong Kong e Macau.

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