Macron anuncia fim do confinamento em França a partir de 15 de dezembro

Macron anunciou que "o pico da segunda vaga da epidemia foi ultrapassado" e garantiu que a vacina em França não será obrigatória.

Emmanuel Macron dirigiu-se aos franceses esta terça-feira para anunciar as próximas etapas da estratégia que a França vai enfrentar para lutar contra a epidemia. Macron anunciou o levantamento do confinamento a partir de 15 de dezembro, que dará lugar a um recolher obrigatório a longo prazo, caso os objetivos do Governo forem alcançados.

Apesar de uma ligeira baixa do número de infeções, a alocução do Presidente francês aconteceu no dia em que o país ultrapassou as 50 mil mortes, contabilizando 1005 mortes nas últimas 24 horas.

O Presidente anunciou que "o pico da segunda vaga da epidemia foi ultrapassado", pelo que se enfrentam novas fases.

A partir do próximo sábado, dia 28 de Novembro, o confinamento vai ser "adaptado": os passeios higiénicos e a atividade física em espaços exteriores vão ser autorizados numa distância de 20 quilómetro do domicílio e por uma duração de três horas. Os comércios reabrem as portas, as atividades extraescolares ao ar livre são autorizadas e as cerimónias de cultos voltam a ser autorizadas com os devidos cuidados sanitários e limitados a 30 pessoas.

A partir do dia 15 de dezembro, se se alcançar a barreira das cinco mil contaminações por dia, o confinamento tomará fim. A partir dessa data, o recolher obrigatório será instaurado entre as 21h00 as 7h00 em todo o território, à exceção dos dias 24 e 31 de dezembro.

As atividades extra escolares vão ser autorizadas em espaços fechados e, num enquadramento controlado e seguro, salas de cinema, teatros e museus vão poder reabrir.

Durante este período, restaurantes, cafés, discotecas e todos os espaços suscetíveis de receber muitas pessoas permanecem fechados.

A terceira etapa intervém a partir do dia 20 de janeiro, quando as eventuais consequências das festividades de fim de ano forem visíveis. Prevê-se para essa data a reabertura dos restaurantes e salas desportivas. As aulas presenciais nos liceus tornam-se possíveis, tanto quanto nas universidades, quinze dias mais tarde.

"Devemos fazer tudo o que está ao nosso alcance para evitar um terceiro confinamento", afirmou Emmanuel Macron, apelando à responsabilidade de todos durante os períodos festivos, visto que "ninguém tem um papel passivo durante esta crise".

O Presidente anunciou a estratégia do governo, que passa por testar, alertar, proteger, cuidar e tratar. A partir do início de janeiro "nenhum teste deve demorar mais de vinte e quatro horas entre o momento da sua solicitação e o resultado". A estratégia do governo implica igualmente "maiores restrições em relação a quem é portador do vírus".

Vacina não será obrigatória

Foi abordada também a "esperança" na vacina que "não vai ser obrigatória". Assim que validada pelas autoridades competentes, esta pode chegar aos mais frágeis "a partir do final do ano ou início de janeiro". Por agora, o plano do governo passa por assegurar o número de doses necessárias, repartidas por cada distrito do país.

"O regresso à normalidade não está marcado para amanhã", mas "temos a capacidade de vencer este vírus, com a responsabilidade de cada um", afirmou Macron.

A crise económica e social é "a consequência do primeiro confinamento" assim como "do momento que estamos a viver". No entanto, o Presidente assegura que "medidas são tomadas" para chegar aos mais frágeis, nomeadamente através dos fundos de desemprego de solidariedade. "Quatro milhões de famílias e 1,5 milhões de jovens" vão beneficiar de ajudas sociais no final desta semana que começam a partir de 100€.

"A partir dos próximos dias, vamos completar as ajudas" atribuídas aos bares, restaurantes, salas de desporto, garantiu o Chefe de Estado.

O Presidente afirmou ter "esperança" na vacina que, assim que validada pelas autoridades competentes, pode chegar aos mais frágeis "a partir do final de dezembro ou início de janeiro" e apelou à responsabilidade de todos dizendo que "cada um tem em si um pouco da solução".

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