Macron assegura que paz no Médio Oriente é prioritária

O Presidente francês falou com o líder palestiniano e garantiu a retoma das negociações de paz.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, disse este sábado ao Presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, que a retoma das negociações de paz é "uma prioridade", após o acordo de normalização das relações entre Israel e os Emirados Árabes Unidos.

"Conversei com o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, e assegurei-lhe a minha determinação em trabalhar pela paz no Médio Oriente", escreveu Macron numa mensagem postada na rede social Twitter.

E acrescentou: "A retoma das negociações para atingir uma solução justa e respeitosa do direito internacional continua a ser uma prioridade".

Emmanuel Macron já tinha saudado, na sexta-feira, "a decisão corajosa" dos Emirados Árabes Unidos, após o acordo de normalização das relações com Israel, desejando que "contribua para estabelecer uma paz justa e duradoura entre israelitas e palestinianos".

De acordo com a agência palestiniana oficial Wafa, o Presidente Abbas disse a Macron que "os Emirados Árabes Unidos, como qualquer outro país, não podem falar em nome do povo palestiniano", e que a sua autoridade "não vai aceitar que a causa palestiniana seja utilizada como uma desculpa para justificar a normalização".

Neste aspeto, os Emirados tinham sugerido que um acordo de normalização com Israel permitirá impedir o projeto de anexação israelita na Cisjordânia.

De acordo com a mesma fonte, o presidente francês convidou Mahmoud Abbas para "consultas" sobre a "questão palestiniana".

O presidente palestiniano terá concordado com esta proposta, "desde que a data seja marcada rapidamente", segundo a Wafa.

O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian, felicitou, por seu turno, a decisão tomada pelo Estado hebraico, de "suspender a anexação dos territórios palestinianos", o que irá "permitir a retoma das negociações entre israelitas e palestinianos, em vista do estabelecimento de dois Estados, no quadro do direito internacional e dos parâmetros acordados".

Firmado na quinta-feira, e negociado pelos Estados Unidos, o acordo entre os Emirados Árabes Unidos e Israel foi considerado histórico, e coloca Abu Dabi como o terceiro país árabe a seguir esta via, após a criação do Estado hebraico, depois do Egito, em 1979, e da Jordânia, em 1994.

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